Pride

T-lover, o diário e as trans

A última edição da revista “Trip” fez uma matéria muito interessante com o t-lover (homem que se relaciona com travesti) Wesley, a “T Amo”. Conheço este grande cara há bastante tempo e já havia escrito um texto sobre ele. Veja abaixo:

Gostar de travesti não me faz menos macho que ninguém”


(foto de Leandro Pagliaro/Trip): Wesley e Isabelle, com quem teve um romance.
Enquanto a maioria dos T-lovers (homens que se relacionam com travestis) vivem na clandestinidade, o carioca Wesley Frederico, de 22 anos, é o único a criar um blog onde mostra o rosto, o nome e revela todas as suas experiências.
Criado em 2008, o Diário de T-Lover surgiu da necessidade pessoal de mudar estereótipos. Ele quis contar como é o cotidiano de um homem comum que gosta de travestis. Aliás, esse sentimento pelo grupo trans vem inexplicavelmente desde os 12 anos.

“Falo sobre minhas opiniões, revelo meus receios, desejos, relacionamentos, baladas e também incluo notícias sobre esse universo”, diz ele, que bane o conteúdo pornográfico. “Já existe um monte de blogs com essas cenas e esse conteúdo. No meu prefiro mostrar a beleza da trans como um diferencial, assim ninguém se ofende.”

Wesley se encanta pelas t-gatas
desde os 12 anos. 

Prestes a completar 2 anos, o blog conquista em média 1500 visitas diárias e um total de 30 mil por mês. Mas dar a cara a tapa nem sempre é positivo. “Existe um grupo que me odeia só porque eu gosto de travesti. Já criaram perfil falso, comunidade contra mim e até entrei em um site como ‘pérolas do Orkut’, por eu ter elogiado uma foto de travesti e acharem que eu não sabia de quem se tratava.”

Conhecido entre muitas trans, ele é consolado, paparicado e recebe muitos elogios, que são replicados no blog. “As travestis me elogiam porque eu não tenho vergonha de andar de mãos dadas ou demonstrar afeto publicamente. Meu contato é tranquilo e harmonioso. Tenho muitas amigas, inclusive de outros estados que vieram para cá”, conta.
Wesley, que trabalha em uma empresa que presta assistência à classe LGBT e na área de informática, quer ser referência. “Mostrar que é natural ser t-lover e que não sou menos macho que ninguém.” Está certo!
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