Pitacos

Poema ‘O Balanço’ retrata triste situação dos índios no Brasil

O Balanço

Uma lágrima escorreu em meu rosto,
Um balanço serviu para apoiar minhas mágoas.

Saudade…
Vontade de voltar no tempo e fazer diferente,
Uma vida contente a ser preservada.

Lembranças…
Obrigaram-me a vestir as suas vestes,
E com fogo, as queimaram em meu corpo

Fogo que aquece minha alma
Fogo que me mata inocente.

Sentei…
Refleti…
Chorei…

Vi minha história se perder para a criação da sua história,
Levaram minha nudez,
Minha língua,
Minha cultura,
A doçura de meu simples olhar.

Hoje, lágrimas não escorrem mais em meu rosto,
Há muito tempo o balanço se partiu.

O poema foi escrito por mim em 2006, tornou-se matéria de um jornal acadêmico da Puc-Campinas e texto de uma comunidade do Orkut (foto). Apesar de ele retratar do índio como “inocente”, considero-o como qualquer outro ser humano, cuja história de sua cultura não foi respeitada por outras. Hoje, deparamos com tristes notícias de tribos morrendo de fome, se perdendo entre as duas culturas e até entrando na ilegalidade. 

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