Pop e Art

Criolo muda música antiga com conteúdo transfóbico e diz: “Conhecimento traz luz”

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Na contramão da transfobia latente, o rapper Criolo mandou bem ao mudar a letra de uma música antiga com conteúdo preconceituoso. Trata-se de “Vasilhame”, que está no álbum relançado “Ainda Há Tempo”, o primeiro do artista.

+ Ana Paula Valadão dá close errado ao incitar boicote à grife: “Ideologia de Gênero”

Na música, Criolo cantava a frase: “Os traveco tão aí, oh! Alguém vai se iludir”. Ao saber que “traveco” é um termo pejorativo e que ilusão não tem nada a ver com a identidade dessas pessoas, ele resolveu alterar.

Em sua nova versão, 15 anos depois, o rapper canta: “O universo tá aí, oh! Alguém vai se iludir”. Os fãs elogiaram a mudança, a evolução do pensamento e a sensibilidade do artista frente à população de travestis.

“Quando você é jovem, pode magoar alguém sem saber. Não porque você é mau, mas porque ninguém falou para você que aquilo poderia ser ruim. O conhecimento traz luz. Não foi só essa modificação que fiz nas letras. Revi tudo e mudei aquilo que não tinha necessidade de ficar. Não tenho problemas em dizer que errei”, declarou ao jornal O Globo.

Vale lembrar que anteriormente Criolo já demonstrou apoiar a comunidade LGBT. Ao participar de um programa, o artista rebateu a comparação em tom de gozação de que parecia Freddie Mercury. “Não vou rir, aí parece que é defeito o cara ser homossexual. Eu não sou homossexual, mas jamais vou usar como chacota esse tema”.

Escute o novo álbum:

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27 comentários

  1. Esse cara é sensacional, incrivelmente fantástico, inteligente, brilhante, humildade e sensatez o resume. Que Deus continue iluminando seu caminho

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  2. Os pobres homossexuais agora são usados como argumento para aumentar as vendas de tudo. Que vergonha. Pior é que muitos caem nessa. Será que ninguém percebe que a luta anti-homofobia se tornou um jargão comercial?

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  3. Miga sua l0ka dos close errado… Criolo sempre defendeu as minorias, até pq ele faz parte delas. Já parou para escutar 10% das musicas dele? Tudo critica contra o sistema opressor. Ele não alterou para vender, mas para não o de der, pois ele não sabe como um travesti sofre, mas sabe como um negro sofre, um periférico sofre… Quanto mais artistas assim resistir, melhor fica a luta das minorias

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  4. Quanto mais passar a ideia de que o homosexualismo não é doença e nem crime, melhor. E quando uma pessoa, ainda mais uma pessoa pública reconhece que errou, muda o pensamento, mostra isso a todos, melhor. Que fique de exemplos aos demais. Nossos defeitos são esses, não sabemos reconhecer que o cara estava errado e mudou. Acreditam mesmo que o Criolo teria necessidade de fazer isso para ter dinheiro? Para vender música? Eu mesmo acho que não, talento ele tem, e como nós vimos, inteligência muito mais. Que ele venda muito o combate contra quaisquer tipo de preconceito e enriquece a todos nós com as suas idéias, os seus pensamentos e nos livre dessa coisas estúpida que é o preconceito. Rap é isso, dar voz aos que não sabem falar, Criolo faz isso muito bem. Paz a todos nós.

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  5. Tá certíssimo! Bobeira mencionar a questão comercial. Se o que é certo vende, que assim seja… Pior era deixar como estava e ter que encarar isso todo dia em pleno século XXI…Mudar dói bem menos…

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  6. Olá, só gostaria de fazer uma observação. O correto é homossexualidade. Homossexualismo era dito quando considerado doença, devido o “ismo”. Quando a OMS deixou de considerar o homessexual doente, tirou o “ismo”. No mais, adorei seu comentário 😉

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  7. É válida sua consideração, e a intenção por trás da correção é ótima. Porém, analisando a fundo, qual é o problema na palavra “homossexualismo”? Veja bem, por que a palavra em si tomou um caráter pejorativo, sendo levada justamente a um lado ruim e doentio, comparada, por exemplo, com alcoolismo; levando em conta que há outras palavras com sufixo “ismo” que não remetem à negatividade, como as palavra “cristianismo” ou mesmo “heterossexualismo”? As palavras em si, num contexto semântico, não determinam caráter pejorativo, tanto que há variedades de cargas significativas (como eu citei anteriormente). O preconceito real não está na palavra, o problema deriva de um mal enraizado; ele está nas pessoas, e é tão cravejado que uma simples palavra é tomada na língua com significado doentio apenas por um sufixo tantas vezes variante e que não obrigatoriamente determina mau caráter. HeterossexualISMO não é doença, homossexualISMO não é doença, nem vegetarianismo ou cristianismo.

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  8. Meu, você provavelmente nunca escutou criolo, deve ser um gay enrustido, que achou isso maravilhoso, mas porque paga de machão resolveu falar bosta! Deve ser de direita, coxinha também

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