Pride Realidade

Travesti Julia Almeida, de 28 anos, é encontrada morta e carbonizada em Ituverava, SP

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Aos 28 anos, a travesti Julia Almeida foi encontrada morta no sábado (25) em um canavial de Ituverava, São Paulo. Vítima de violência brutal e fatal, ela estava parcialmente carbonizada e com arames em volta do pescoço.

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De acordo com a Polícia Civil, Julia estava desaparecida desde o dia 21 de junho. A última informação é de que ela havia saído com uma pessoa em um carro branco com placa de Miguelópolis, interior de SP.

A Policia Civil investiga o caso e, segundo o delegado titular João Paulo de Oliveira Marques, os primeiros depoimentos foram obtidos na segunda-feira (27). Eles aguardam imagens de câmeras de segurança e o laudo do exame necrológico.

Há um suspeito pelo homicídio, mas ninguém foi preso até o momento. “Ainda não vamos divulgar por causa das investigações”, declarou.



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Marques afirma que a família estranhou o fato de Julia estar com o telefone desligado e não ter informado em qual lugar iria. Após ela ter sido dada como desaparecida, a polícia recebeu uma denúncia anônima de que o corpo estava em um canavial próximo à Vicinal Jerônimo Nunes Macedo.

Julia estava nua e com marcas de violência. Os policias afirma que ela foi asfixiada com o arame e posteriormente queimada. “O corpo foi carbonizado talvez para se desfazer dos vestígios. A gente não sabe a motivação ainda”, declarou.

Nas redes sociais, amigos lamentaram a morte de Julia, deixaram mensagens de luto e de repúdio à violência transfóbica. O sepultamento foi realizado no Cemitério Municipal de Ituverava.

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um comentário

  1. Não basta mais matar, agora tem que carbonizar, mutilar, desfigurar…
    Qual é a medida do ódio a uma simples garota travesti? Não bastasse a violência sofrida eu seus últimos instantes, agora esses jornalistas pedras, secos e desalmados publicam o nome de registro dela, desrespeitando completamente que essa garota era. É isso? Se resume a isso, para essa imprensa urubú? Melhor seria não noticiar nada, pois um desserviço desse não merece meu respeito.
    Ao jornalista Neto Lucon, todo o meu apoio, por sua árdua tarefa de escrever dolorosas linhas sobre tragédias como essas.

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