Pride Realidade

Deixar crianças trans terem transição social previne “depressão e ansiedade”, diz estudo

Jodie Patterson, de três anos, é um garotinho trans

Cada vez estamos falando mais sobre crianças que demonstram se identificar com o gênero diferente do nascimento. Não que isso seja um efeito contemporâneo. Antes, muita gente sofria calado, era reprimido pelos pais e só vinha a se expor anos mais tarde. Às vezes, nunca.

Um novo estudo reafirma que há benefícios comprovados e positivos para pais que permitem que crianças trans vivam de acordo com o seu gênero preferido socialmente – e não com aquele atribuído no nascimento baseado unicamente na genitália. Isso porque alguns pais até permitem que crianças se vistam com o gênero preferido dentro de casa, mas não fora dela. 

O estudo é do projeto Trans Youth, e foi publicado no Journal of American Academy of Childand Adolescents Psychiatry por pesquisadores da universidade de Washington, Seatle. E constatou que crianças impedidas da transição de gênero social tem altas taxas de depressão e outros problemas de saúde mental.

Já as crianças que foram autorizadas em sua transição – ou seja, a vivenciarem o gênero com o qual se identificam – mostraram melhorias acentuadas, com níveis de auto-estima que “não diferente dos seus pares ou irmãos” cisgêneros (aqueles que estão de acordo com o gênero atribuído no nascimento). Ou seja, há uma melhora significativa na vida dessas crianças e em seus desenvolvimentos. 

Kimberly Shaplley, uma garotinha trans, e a mãe


A pesquisadora Lily Durwood disse à Medscape: “Encontramos resultados de saúde mental notavelmente bons em crianças transgêneros com transição social no presente estudo. Os padrões anteriores faziam a gente esperar a puberdade para a transição social, mas esses resultados também mostram a saúde mental normal em crianças mais jovens, indicando que as transições sociais precoces podem ser associadas com uma boa saúde mental”. 

Eles também tiveram contato direto com os pais e encontraram bons resultados de saúde mental auto-relatados na juventude transgênero estudados, o que se harmoniza com os relatórios dos pais. As pesquisas anteriores mostravam que crianças transicionadas relatavam níveis normativo de depressão e levemente ansiedade.

A divulgação da pesquisa foi realizada logo depois que um professor lançou um documentário com o objetivo de tentar “curar” crianças trans – isto é, forçá-las a viverem como cis. A obra foi considerada transfóbica e um retrocesso nos direitos das população trans. E mobilizou a equipe médica para mostrar exatamente o contrário.

Anúncios

um comentário

  1. Concordo plenamente, pois desde que aceitei o meu filho em sua transição de menina para menino, apesar de muitas críticas, ele melhorou 100%. Hoje é feliz, não fica mais deprimido e melhorou a comunicação com as outras pessoas ( mais sociável).
    Queria que outros pais ajudassem e apoiassem seus filhos, pois isso é mesmo muito importante!

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.