Pride Realidade

Ato na Câmara Municipal do RJ marca o “Dia do Orgulho de ser Travesti e Transexual”


Por Neto Lucon

O Dia do Orgulho de Ser Travesti e Transexual, comemorado pela primeira vez nesta segunda-feira (15), contou com um ato em frente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro e uma roda de conversa na Casa Nem. Cerca de 60 pessoas estivaram presentes, falaram sobre o orgulho trans e também sobre as demandas por direitos.

+ Saiba mais sobre o Dia do Orgulho Trans


O ato começou às 16h30 com uma oficina de cartazes, palavras de ordem de militantes e ativistas trans e também a exposição de diferentes bandeiras dentro da sigla LGBT, como uma forma de explicar as diferenças de orientação sexual (por quem nos atraímos afetivamente/sexualmente, como os gays, lésbica, bissexuais, heterossexuais, pansexuais) e identidade de gênero (como nos identificamos enquanto homens, mulheres, travestis…).

Bruna Benevides: Só a luta muda a vida

A militante Bruna Benevides declarou que “a data foi reconhecida, apoiada e trabalhada” e que cumpriu o seu “papel de dar orgulho pelas lutas e conquistas que a população trans teve até o momento, mesmo diante de um cenário político pouco favorável”. “Precisamos nos aproximar mais de nós mesmos e de nossos pares. Só a luta muda a vida”, disse.

Jovanna Baby, da FONATRANS, classificou a data como importante e destacou a manifestação nas escadaria do poder legislativo e a parceria do Sindicato de Assistentes Sociais do Rio de Janeiro e militantes de diversas associações e ongs. “Esta data faz o resgate histórico do movimento TT e dá ao Rio o que é de direito. Ele é pioneiro. Aqui, nasceu tudo para o Brasil e América Latina”.

Já a militante Andréa Brazil, da ASTRA (Associação de Travestis e Transexuais do Rio de Janeiro), declarou que sente orgulho de ser travesti porque sua essência e alma são transgressoras e que “não precisa da adequação que a sociedade impõe”, baseada na cisheteronormatividade. “Quando me olhei no espelho e descobri como me sentia melhor, resolvi encarar, mesmo que me custe a vida. Pelo menos vivi como senti”.

Durante a manifestação, o grupo recebeu o apoio de vereadores eleitos que apoiam a causa. A militante transvestigenere Indianara Siqueira fez o resgate das ações e marcou a importância de comemorar lutando. Vale lembrar que Indianara também levanta bandeira das profissionais do sexo e que é vereadora suplente do PSOL. Outras manifestantes foram a professora Jaqueline Gomes de Jesusa artista Angela Leclery e a ativista da Casa Nem Wescla Vasconcellos. 

Para quem não sabe, o Dia do Orgulho Trans é a primeira ação do Fórum Estadual de Travestis e Transexuais do Rio de Janeiro e faz menção à criação da ASTRAL – Associação de Travestis e Liberados – considerada pioneira e um marco no movimento organizado de travestis e transexuais. Ela foi fundada na cidade do Rio de Janeiro em 1992 e preencheu à lacuna histórica de um grupo que luta especificamente por direitos e demandas da população de travestis, mulheres transexuais e homens trans.

A data é apoiada por Instituições Nacionais, Regionais e Estaduais. Entre elas ANTRA – ASTRA – ANTRAFA – IBRAT – FONATRANS – REDE TRANS EDUC – UNALGBT – ABGLT – RENOSP – ABRAF – UNEGRO LGBT – ANOTTRANS – FORUMTT-PI – FORUMTT-ES – CEDS RJ – ATRANSCE.

Veja outras fotos: 

Grupo reebeu apoio do Sindicato dos assistentes sociais do RJ
Jaqueline Gomes de Jesus
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