Realidade

GGB aponta que 303 LGBTs foram assassinados em 2017; uma morte por dia


Por NLUCON

O Grupo Gay da Bahia divulgou que 303 lésbicas, gays, bissexuais, travestis, mulheres transexuais e homens trans foram vítimas de homicídio até quarta-feira (05). No site “Quem a HomoTransfobia Matou” é possível ver o número atualizado diariamente.

Trata-se de mais de um assassinato por dia, sendo a maior média de homicídios contabilizados pelo grupo há quase 10 anos.

Em 2008, houve 187 mortes, sendo 0,51 por dia. Em 2009, foram 198. Em 2010, 2011, 2012, o número continuou crescendo: 260, 266 e 338. Em 2013, 312 pessoas LGBTs foram assassinadas. Em 2014 e 2015, 326 e 318 mortes. No último ano, ocorreu o recorde com 343, com 0,94 mortes por dia.

Ao NLUCON, Marcelo Cerqueira afirma que a ideia de fazer o levantamento de homicídios de LGBTs é servir de dados para que políticas públicas de prevenção ao preconceito sejam feitas. “Fazemos essa coleta diária para subsidiar os órgãos públicos para fazer políticas públicas e também alertar a população LGBT com os cuidados e procedimentos que evitem o tipo de violência”.

Os números são obtidos por meio de notícias de assassinatos que saem na imprensa, redes sociais e denúncias. Como nem todos os crimes saem na mídia ou a orientação sexual ou identidade de gênero aparecem nos boletins de ocorrência, muitos casos são subnotificados e o número de crimes podem ser ainda maior.

Outros dados que mostram a LGBTfobia no país vem pelo Ministério de Direitos Humanos. Ele informa que 1.876 denúncias foram feitas sobre violências praticadas contra LGBTs por meio do Disque Direitos Humanos, o Disque 100, em 2016. Grande parte dos dados envolvia discriminação e violência psicológica.

Assista vídeo: 

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