Pride

Policiais Militares do Ceará recebem curso de formação sobre Direitos Humanos LGBT


Por Neto Lucon

A terceira turma de Policiais Militares do Estado do Ceará recebeu das 9h às 11h desta quarta-feira (06) um curso sobre Direitos Humanos LGBT , na Praça da Policia Militar do Ceará (CFPCPPM).

Promovida pela Academia Estadual de Segurança Pública do Estado do Ceará, a ação contou com os discursos de Thina Rodrigues, presidenta da ATRAC, Dediane Sousa, Coordenadora Executiva da Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual da Prefeitura de Fortaleza, e Felipe Lopes, Assessor Técnico dessa Coordenadoria.


Eles contribuiram para a capacitação, treinamento dos policiais na abordagem e entendimentos dos direitos da população LGBT, além de especificarem os serviços da prefeitura, informarem sobre legislação, direitos humanos, especificidadades da população trans e o histórico policial sobre a população LGBT.

“Falei um pouco sobre ser uma sobrevivente da ditadura, quando muitas travestis eram presas por serem travestis, precisavam se cortar para serem ouvidas, eram assassinadas e os casos eram subnotificados. Ainda hoje existe muita extorsão, violência abuso por parte dos policiais na abordagem”, declarou Thina.

Dentre as perguntas, houve quem questionou se o movimento LGBT fazia manifestações contra as religiões ou não. Dediane explicou que os casos mencionados – como de um casal hétero que enfiava o cruxifico nos genitais – faziam parte de outras manifestações, como na Marcha das Vadias, e que não ocorreram na Parada do Orgulho LGBT. Explicou ainda que há respeito pelas religiões, até porque muitos LGBT também fazem parte delas.

O curso pretendeu falar sobre a abordagem de policiais às pessoas LGBT, ao respeito à identidade de gênero (com o gênero com o qual a pessoa trans se identifica), e ao respeito ao nome social (o nome em que a pessoa trans é reconhecida socialmente, em detrimento ao que está no RG). “A pessoa LGBT não pode ser presa por ser LGBT. A pessoa negra não pode sofrer violência por ser negra. E, caso haja algum delito e que necessite a prisão, que não haja a violência baseada no preconceito”, disse Thina.

Tenete coronel Roberta, Felipe, Dediane, Thina e Liliane Leite, assessora da direção da  Aesp 

Cerca de 1.372 candidatos estão participando até sexta-feira (08) dos ciclo de seminários. Nas redes sociais, Felipe declarou que os “momentos de formação, informação e des(re)construção de imaginários” fazem parte da “construção de uma sociedade igualitária, na qual todas e todos sejam respeitados na sua individualidade e subjetividade”.

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