Realidade

Briga de facções motivou assassinato de jovem a machadadas em Fortaleza, diz PM


Por Neto Lucon

Briga de facções. É esse o motivo levantado pela Polícia Militar sobre o jovem assassinado a machadadas em Fortaleza. Um vídeo do crime viralizou nas redes sociais na quarta-feira (03) e levantou diversos boatos, inclusive de seria motivado por homofobia ou transfobia – hipótese que foi descartada na quinta-feira (04). 

De acordo com o Policial Militar Marcos César Ferreira, que trabalha na área do 8 btl, o crime ocorreu às 14h do dia 30 de dezembro de 2017, na Avenida Santos Dumont, próximo da Praia do Futuro. O jovem chamado Wesley Tiago de Sousa Carvalho, de 17 anos, foi conduzido ao IML e foi enterrado como indigente. 

“Não apareceu ninguém para reclamar o corpo dele, ele estava sem documentos e a população ficou com medo de dizer o nome. A informação é de que tratava-se de uma briga de facção. Esse rapaz seria de uma gangue e os agressores de outra. Esse seria o motivo do assassinato. E o motivo da crueldade é que quanto mais cruel a morte, mais nome a gangue ganha”, afirma ao NLUCON.  

No vídeo, é possível ver o jovem caído no chão e tentando se desvencilhar das várias pauladas, pedradas, até que um aparece com um machado e acerta a cabeça diversas vezes. Nenhum dos agressores se intimidam em mostrar o rosto e demonstram frieza no assassinato. 

O vídeo é chocante e e está sendo apurado pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará. Em conversa com o NLUCON, a assessoria declarou que a DHPP e a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) estiveram no local, onde realizaram os primeiros levantamentos. Foram constatas lesões provocadas por objetos perfurocortantes e contundentes. 

“A população está com muito medo, porque estão tacando o terror. Eles tem um código de conduta próprio com várias punições. Se você é simpatizante de alguma facção é a morte. Se você está em determinado lugar, é a morte”, afirmou Ferreira. 


O policial reiterou que ao contrário do que foi divulgado nas redes sociais (veja a apuração aqui), não há nenhuma informação de que ele seria gay (cisgênero) ou travesti (em início de transição). “Não, não temos nenhum relato de que ele seria homossexual ou que o crime tenha sido motivado por esse motivo”.

A Policia Civil também descarta inicialmente que o crime tenha sido motivado por preconceito ou discriminação de gênero. “Diligências estão em andamento visando localizar os autores do crime bem como identificar a motivação”, informa a assessoria da DHPP. 

Porém, independente da orientação sexual ou identidade de gênero da vítima, o crime choca, revolta, evidencia a falta de segurança e de crédito na Justiça, além de exemplificar tempos sombrios de violência. Que os agressores sejam identificados e que paguem pelo que cometeram…

Denúncia

A Polícia Civil reforça que a população pode contribuir com as investigações repassando informações que possam ajudar na elucidação do caso. As denúncias podem ser feitas pelo número 181, o Disque Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), para o (85) 3257-8807, da DHPP, ou ainda para o número (85) 99111-7498, que é o Whatsapp da Divisão, por onde podem ser feitas denúncias via mensagem. O sigilo é garantido.

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