Entrevista Pop e Art

Ariadna Arantes fala sobre pós-BBB, viagens, tentativa de estupro e desunião trans: "Fui perseguida"


Por Neto Lucon

Faz seis anos desde que a atriz, modelo e youtuber Ariadna Arantes, de 33 anos, tornou-se nacionalmente conhecida como a primeira mulher transexual a participar do Big Brother Brasil, da TV Globo, em 2011. E ainda que tenha ficado uma semaninha, quando foi eliminada num paredão triplo, deixou o seu nome registrado na história.

De lá pra cá, Ariadna estampou capas de revistas (bem como a Playboy), figurou em praticamente todos os programas de TV (do Fantástico ao Pânico), desfilou, foi rainha de bateria, se profissionalizou como atriz (com DRT e tudo). Mas, quando o assunto era trabalho, se viu diante de um entrave: os rótulos que a tornaram famosa eram os mesmos que fechavam portas. 

Foi então que ela fez as malas, sacudiu a poeira e partiu rumo a Itália. Hoje, ela está casada (embora prefira não expor o relacionamento) e investe no canal no Youtube Ariadna Arantes Channel. Nele, ela mostra suas várias viagens pelo mundo, dá tutorial de maquiagem, conversa com os fãs e também demonstra talento como apresentadora.

Em sua mais recente vinda ao Brasil, Ariadna topou ser entrevistada pelo NLUCON por telefone. Muito sincera, falou sobre temas espinhosos, como uma tentativa de estupro, perseguição que sofreu de mulheres trans na Itália, falta de oportunidades e muito mais. Topou até tirar algumas dúvidas dos leitores e leitoras. Vamos lá! 

– O BBB18 vai começar nesta segunda-feira (22). Sente saudades do programa?

Quando eu vejo as chamadas sempre bate uma melancolia, uma vontade de voltar. Porque eu gosto muito de experiências novas, conhecer pessoas de vários lugares do Brasil, com vários tipos de criação… Mas admito que o BBB não foi totalmente positivo na minha vida.

– Você se arrepende de não ter dito logo de cara que é uma mulher transexual? (Pergunta da leitora Leticia Frediana e Rebecka de França)

Eu me arrependo de não ter falado na hora que cheguei, porque isso contaria ao meu favor. Mas não é que não falei por vergonha de ser quem eu sou. Mas é que nós, mulheres que operamos, temos uma vida muito mais difícil. Depois de passar pelo processo psiquiátrico, hormonal, cirurgia, mudança de documento, não tem nada a ver chegar e dizer logo de cara: “olá, eu sou operada”. Eu tinha consciência que as pessoas de fora sabiam, mas eu quis me preservar ali dentro. Fiquei com medo de ser rejeitada, de ser trada como um animal. Foi proteção. Mas eu cheguei a contar para algumas pessoas, sim.

– Para o Lucival França e o Daniel Rolim, por exemplo?

Antes de falar para eles, eu cheguei a contar para a Jaqueline. Foi no dia em que eu falei que me prostituía. Eu falei que era trans e ela falou que já sabia. Depois, falei para a Maria e para a Talula. E pouco antes de sair, contei pro Daniel e para o Lucival. Ou seja, é algo que a gente fala quando vai adquirindo intimidade e quando acha que tem que falar. Eu não estava enganando ninguém.

– Você chegou a fazer amizade com alguns do ex-BBBs da sua edição?

Fiquei amiga de alguns. A Jaque (Faria) mora pertinho de mim aqui no Rio e nos encontramos nessa minha última ida ao Brasil. Mas a que ficou mais minha amiga foi a Paulinha (Leite). A Talula e a Janaína (do Mar) também.


– Quando você saiu do BBB, todo mundo queria te perguntar sobre transexualidade, sobre ser mulher transexual, levantar bandeira. Você já tinha pensado tanto sobre esse assunto?

Quando você é uma mulher transexual operada e já mudou a documentação, você não fica pensando muito nisso. É como se tivesse virado essa página e só vivesse a sua identidade. Naquela época já existia Rogéria, Roberta Close e a Lea T também já estava estourada lá fora, mas o fato de ter uma mulher transexual no BBB levou o assunto de volta. Eu falava sobre a minha experiência, mas tive que lidar com a falta de informação total, com toda repercussão e com o preconceito, que era e continua muito difícil. Mas nem todo mundo reconhece e isso é o lado ruim de ter participado. As pessoas te martelam para o resto da vida.

– Mas você também mudou a vida de muita gente. Lembro que conversei com a Miss T Brasil Valesca Dominik e ela disse que você foi a primeira referência de mulher trans que ela teve e que ela se descobriu por conta de você…

Esse lado eu gosto muito e acho que é uma missão espiritual. Diariamente eu recebo mensagens no Instagram, no Facebook, no Twitter de pessoas dizendo: “O que está acontecendo comigo?” ou “depois que vi você, me descobri” ou “você me inspirou a lutar”. Então, é muito gratificante. Eu não tirei coisas positivas com o BBB, eu não fiquei rica, não fiquei famosa, não ganhei oportunidades, mas nesse lado eu me sinto uma pessoa sortuda e grata por ajudar o próximo.

– Você entende a situação de violações e violência das travestis e transexuais no Brasil? Como você pode usar sua visibilidade e as oportunidades em prol da luta por cidadania e direitos? (pergunta da Bruna G. Benevides)

Eu gostaria de fazer mais, sim. Mas vou ser sincera: acontece que por causa de uma ou duas várias pagam. Quando eu voltei para a Itália, eu fui muito perseguida. E não foram os (cisgêneros) héteros, fui perseguida pelas próprias trans. Era algo horrível e cruel. Elas chegaram a denunciar que eu era clandestina sem motivo nenhum. E elas sabem que não tinha motivo nenhum. Acho que por conta disso eu abri mão. Eu não levanto bandeira, porque ainda vivemos em um meio mesquinho e cada um faz por si próprio. Sei que, por falar isso, várias pessoas vão cair em cima de mim.

– O que seria o ideal?


O ideal seria se a gente se unisse, lutasse em prol de uma minoria que sofre, mas não é assim. Elas sofrem pelo preconceito e, dentro do meio, uma quer fazer a outra sofrer. Não é uma coisa da boca para fora. Eu vivi isso na pele. Então, é a travesti que não gosta do gay, é o gay que não gosta da travesti, é a travesti que não gosta da operada… Mas, tirando isso tudo, a militância que resiste e é de verdade é importante. É ela que traz a visibilidade para a minoria, para aquelas que não tem essa maldade no coração. Devíamos ter mais união e parar com esse combate desnecessário entre nós mesmas. É o primeiro passo.

– Você sofreu muito depois que saiu do BBB? Qual foi o lado negativo? (pergunta da leitora Thalia Fontenelle)


Acredito que a própria exposição é o lado negativo. Ela traz coisas boas, mas traz muitas coisas negativas. As pessoas ainda hoje acham que tudo que eu faço é porque quero aparecer, então eu não posso mais ter opinião própria. E claro, o rótulo de ex-BBB. Isso foi o pior.


– O rótulo de ex-BBB abre portas ao mesmo tempo em que fecha portas. Como lida com isso?

Sinceramente, não sei lidar com esse rótulo, porque além de ex-BBB, eu também tenho o rótulo de ser uma mulher trans. Então, quando sou chamada para testes de trabalho, nunca é algo muito bacana. Cheguei a fazer quatro peças de teatro, fui repórter do TV Fama, mas foram coisas muito rápidas, porque não dão muito espaço para quem participa do BBB, principalmente para mim, que fui a única trans que participou.

– O que acontece nos bastidores nesses testes que participou?

Fui chamada para fazer teste no filme do Danilo Gentili, comercial da Brahma e outras personagens, e sempre é para fazer uma personagem trans caricata. Eu não tenho problema de interpretar personagem trans, faço com o maior prazer, mas eles querem aquele estereótipo, sabe? Daí dizem: “Você é boa, mas não tem aparência de trans. Queremos uma trans alta, que tenha barba, que tenha uma expressão masculina”. Ou seja, as agências me rotulam que só posso ser chamada quando é para personagem trans, mas quando chega na hora não me dão oportunidade de fazer. Eu sou artista, tenho DRT, fiz aula de teatro… O rótulo acaba destruindo tudo isso e a gente acaba desistindo.

– Você acha que isso acontece por transfobia?


É preconceito. Eu acho que as pessoas deveriam ter uma formação melhor, procurar uma explicação melhor e não tornar tudo uma sopa. As pessoas deveriam ter contato com mais histórias das pessoas trans. Essa do Ivan (da novela A Força do Querer) é importante, mas temos que saber mais da vida de uma travesti. Falam que ela se prostitui porque quer, mas o que leva à prostituição é muito além de uma escolha. Se tivermos mais histórias, mais youtubers, mais atrizes, mais trans de coragem, isso muda. Acho que não deveríamos mais colocar uma travesti na comédia, ou um ator (cis e heterossexual) fazendo o papel de uma travesti. Nós temos essa capacidade também.

– Há no Brasil um movimento chamado Diga Sim ao Talento Trans e que repudia o TransFake, quando atores cis interpretam personagens trans. O que acha?

Acho que no Brasil, por mais que a gente grita, as pessoas não escutam. Acho que a Globo tem que mostrar que somos talentosas, sim, que deveria dar uma oportunidade para as atrizes trans. Dá um papelzinho na história, fala sobre o tema, não precisa ser sempre. Mas coloca uma trans como qualquer outra personagem na história. Coloca ela como uma médica, por exemplo… Mas infelizmente eu acho que não vai dar em nada. Quando você tenta um emprego normal, as pessoas dizem “você é famosa, não pode”. Mas se eu voltar a fazer programa, todo mundo vai cair em cima de mim. Mas oportunidade ninguém me dá.

– Ja que tocou no assunto, o que pode falar sobre sua experiência na prostituição?

É uma profissão que te dá dinheiro rápido, mas que não é uma vida fácil como as pessoas falam. Tem que deitar na cama ao mesmo tempo que sua cabeça não está lá, está pensando na família inteira que tem que ajudar… É muito difícil. Não vou fazer apologia à prostituição, mas se eu precisar, eu vou fazer. E dane-se. Mas o que eu puder lutar para mudar a minha vida, eu vou fazer também. É como um vício. Você vê os momentos da sua vida passando e às vezes você fica o tempo todo dentro do quarto só para comer e pagar os anúncios. Se fosse trabalhar em outra área, acabava conseguindo ter melhor qualidade de vida. Cada pessoa tem a sua experiência e estou falando apenas por mim. Não é o que eu quero.


– Hoje você voltou a morar na Itália. O que te motivou a ir para lá?

É exatamente o que aconteceu agora: vim para o Brasil, não consegui trabalho, não consegui bancar os projetos, as pessoas não acreditam na Ariadna, não acreditam no meu potencial. É um sofrimento fazer as coisas. Ainda não sou um exemplo de youtuber, talvez por não conseguir apresentar um trabalho de qualidade. Mas nos vídeos, eu tenho que comprar passagem aérea, tenho que me dirigir, tenho que fazer tudo e…


– Não concordo, Ariadna. O seu canal do Youtube é ótimo, com muita informação, curiosidades, você é muito simpática…

Não sei, são essas coisas que passam na minha cabeça. Mas talvez você tenha razão, porque pelo que eu vejo, mesmo nos grandes sites de viagem, há poucos seguidores, poucas curtidas e visualizações. Talvez seja esse nicho de viagens que estou abordando nos vídeos.

– Você tem viajado bastante. Quais lugares mais gostou de visitar?

Todo cantinho que escolhi para viajar foi a dedo, então são lugares que eu amo. Mas um lugar que eu adoraria morar e que fiquei completamente apaixonada foi Cape Town, na África do Sul. As pessoas são muito agradáveis, a comida é meio salgada e doce e o lugar é muito parecido com o Brasil, mas muito mais civilizado. Você anda, está tudo limpo e de repente você vê um babuíno na rua. Do nada você vê uma baleia, rosas amarelas no inverno. Fiquei pensando: se está tão florido assim no inverno, imagina na primavera? Tive a sensação de que Deus estava ali e que fui abençoada. Quando estava indo embora, eu e o meu pai choramos. Fora cinco dias que completaram a gente em todos os sentidos.

– Chegou a ver outras pessoas trans nesses países?

Sinceramente, eu não vi muitas pessoas trans nessas viagens. Até porque quando elas decidem viajar, elas procuram diversão. Eu cheguei na casa dos 30 e estou muito mais tranquila. Sempre escolho lugares que vão me marcar. Pensando aqui, lembro de ter visto muitas mexicanas trans no show da Thalia. Muitas estavam até caracterizadas de Thalia.

Table mountain, de Cape Town – África do Sul


– Qual é a dica que você dá para a travesti ou mulher trans que quer viajar?

Acho que vale tudo para não sermos atacadas, porque há muita gente doente no mundo. Primeiro lugar, veja se não é um país em que ser uma mulher trans é ilegal, principalmente se não tiver retificado o documento. Depois, escolha bem o hotel. Por mais que se pague mais caro, você vai ter segurança e, se tudo der errado, vai ter uma boa estadia. Também gostaria de passar algo que é muito difícil de passar: que as trans não se vulgarizassem tanto. Já temos uma beleza marcante, então não precisamos andar seminuas. Eu já tive minha fase de usar roupa curta, mas a gente amadurece. Quando estou com um vestidão até o pé, é a vez em que mais faço sucesso. Agora, cada lugar é especial e depende muito do gosto de cada uma. Eu gosto de frequentar lugares marcantes, teatros, museus… E eu vejo que muitas trans preferem lugares para se divertir…

– Você pensa em falar sobre assuntos pessoais ou sobre ser do candomblé nos seus vídeos? (pergunta da leitora Sttefany Farias)

Eu já pensei em fazer um documentário sobre transexualidade e a religião. Mas ainda não botei em prática. É que é algo muito complexo. Eu tenho um pai-de-santo com duas faculdades e uma cabeça muito boa. Então ele entende que não é o fato de eu ter nascido homem que vou morrer homem. Que as transexuais sempre existiram, só não eram divulgadas. Só que nem todo mundo da religião pensa assim, né?

– Hoje você está casada?

Sim, tenho um marido, mas deixo ele completamente de fora da mídia. Hoje, as pessoas conhecem o que eu quero. E ele nunca quis exposição, pois acha que ela traz coisas negativas.

– Você sempre foi feliz na vida amorosa? Desde o BBB você já apareceu cercada por belos homens…

Posso dizer que eu amei muito intensamente, eu tive homens lindos, mas nem tudo que reluz é ouro. Nem todas as histórias foram as mil maravilhas. Já tive muita gente famosa que deu em cima de mim, já fiquei com dois ex-BBBs na calada, já fiquei com ex-Fazendeiro. Mas não fiquei com muitos famosos, porque a maioria das pessoas famosas que conheci foram mulheres e nunca rolou.

– Um ex-namorado italiano chegou a pedir para vários veículos apagar as matérias envolvendo o namoro dele com você. Ficou sabendo disso?

Realmente ele pediu para tirar as matérias e pediu até para que eu assinasse um contrato, pois prejudicou a imagem dele o fato de namorar uma transexual. Disse que uma namorada miss terminou com ele por causa do namoro. Ele é um pobre coitado, pois assim como muita gente disse, ele só quis usar a minha fama. Sei que ele gostou de mim, pois ninguém faz sexo três, quatro vezes num dia só para usar. Mas sei também que ele usou bastante da minha imagem. Para muita gente, ele era um príncipe. Mas teve muita coisa por traz desse relacionamento que foi barra pesada para mim.



– Em sua mais recente vinda ao Brasil chegou a sofrer uma tentativa de estupro. Como foi?

Fui numa cachoeira com os meus três sobrinhos em Piabetá. Escutei um barulho de galhos quebrando e achei que fosse um macaco ou capivara. Mas quando vi era um homem com a bermuda baixa, se masturbando e correndo na minha direção. Me joguei nas pedras e consegui ser mais rápida que ele. Peguei as crianças e fugi. Naquele mesmo dia foi assassinada uma pessoa naquele mesmo local.

– Essa tentativa de estupro não chegou a sair em nenhum lugar, né?

Relatei isso nas redes sociais e, sendo uma pessoa pública, nenhum veículo de comunicação quis saber. Cheguei a grava para o TV Fama, mas eles não colocaram. Foi uma tentativa de estupro, uma coisa muito séria, foi muito forte e eles ignoraram. Vejo que a mídia está muito banalizada. O Brasil deixa passar e esquece de botar a cara e lutar. Vejo que várias pessoas que se mobilizaram contra ataques racistas são as mesmas que vão escrever que gay tem que morrer em nome de Deus. A hipocrisia está reinando. Eles defendem uma parte, mas na outra não se importam em ser preconceituoso. Eu estou muito assustada e isso foi a gota d’água.

– Você participaria de uma nova edição do BBB ou de A Fazenda? 

Acho que participaria, pois adoro um fervo, coisas novas e novas experiências. Mas acho que não seria chamada para A Fazenda, porque não faço o tipo da emissora. Sou uma mulher transexual operada, sou do candomblé, então rola muito preconceito. Algumas pessoas falam que a Nany (People) e a Léo(nora Áquilla) já participaram, mas elas são bastante performáticas, tiveram essa questão de serem drags. Eu, enquanto mulher transexual operada, represento algo mais complexo. Além do mais, falo o que penso e não estou disposta a fazer parte de um sistema em que eles controlam a gente. Se fosse convidada para o BBB, eu toparia na hora. Eu não cheguei a viver muito, fiquei uma semana só, né?

– O que faria diferente caso fosse convidada?

Eu pensaria mais na estratégia de jogo. Em 2011, eu era muito ingênua, eu falava palavrão, pensava muito na diversão e fui muito mal interpretada. Acho que por ser trans as pessoas pensavam que eu tinha que ser uma princesinha, intocável… Mas acho que mostraria o que as pessoas não conhecem, quem eu sou 24h. Às vezes conheço pessoas que dizem que não gostava de mim, que me achava nojenta, enjoada. Mas eu sou muito divertida, pé no chão, simples. Posso ir ao baile de favela ou ao baile do Copacabana Palace.


Confira outros cliques da Ariadna pelo mundo: 

Three roundavels ( as 3 cabanas ) em Mpumalanga – África do Sul

Arraial do Cabo

New York

Cape Sunion – Templo de Possêidon – Athenas

New York

Tulum, México

Os canais de Amsterdam

Duomo de Milão

As pirâmides de Giza com a esfinge / Cairo


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