Pop e Art

Carol Rossetti apresenta personagem homem trans em graphic novel "Vento Norte"


Por NLUCON

A designer, ilustradora, quadrinista e feminista Carol Rossetti realiza no decorrer deste ano a graphic novel “Vento Norte”. Feita toda em aquarela, a obra fala sobre o mistério da morte de Anna, que abalou, impactou e mobilizou diversas pessoas. Ela conta com diversos personagens representativos, dentre eles, um homem trans.

Segundo Carol, em entrevista ao NLUCON, trata-se de Bot, um rapaz muito organizado, que adora suas plantas e que trabalha como bartender em um bar próximo de sua casa. Ele também faz traduções e atua em um grupo LGBT. Na história, Bot aparece como o melhor amigo de Nina, que recebeu um pacote de Anna antes dela morrer.

“Bot tem uma boa aceitação social, mas ainda não sei como ele está com a família. Quero abordar as dificuldades dele, mas quero mais que as pessoas leiam e falem: ‘Existe um personagem trans, que está vivendo como todos os outros personagens, que tem dificuldades e que são felizes”, declara.

A obra também aposta na representatividade de personagens negros, com idades diversas e flerta com o feminismo. “Não aparece do mesmo jeito e de forma tão explícita como em outras obras que publiquei, mas são elementos que faço questão de colocar em todos os meus projetos”, explica. 

Esta também não é a primeira vez que a artista traz a representatividade trans. Além de trazer inúmeras ilustrações sobre a temática no livro “Mulheres”, ela também trouxe uma criança trans na HQ Cores. “Trouxe a Mel de uma forma bem gostosa e positiva. O objetivo não era retratar a realidade que as crianças trans vivenciam hoje, principalmente no Brasil. Era de trazer uma criança trans vivendo e convivendo com outras crianças cis, com absoluta naturalidade, como deve ser”.

Ilustração do livro “Mulheres” e a personagem Mel


A designer diz que falar sobre as dificuldades e vivências das pessoas trans seria mais válido quando aparece do lugar de fala de uma pessoa trans. “Eu não tenho esse lugar de fala e não quero assumir isso. Sei que tenho uma voz privilegiada e quero usar o meu privilégio para levar atenção às pessoas trans. Elas existem e estão falando: escutem o que elas estão falando. E não propriamente falar por elas. Esta é a minha forma de contribuir com representatividade”. 

Quem quiser acompanhar “Vento Norte”, pode assinar o Padrim de Carol. Há várias recompensas muito bacanas como a de acompanhar a história na medida em que for sendo produzida. Clique aqui e apoie.

Abaixo, uma entrevista exclusiva com Carol: 

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