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Ex-militar transexual Chelsea Manning é candidata ao Senado nos Estados Unidos

Por NLUCON

A ex-militar Chelsea Manning, mulher trans de 30 anos, quer mudar a política dos Estados Unidos. Ela se candidatou enquanto democrata ao Senado no estado de Maryland, e disse querer lutar contra o autoritarismo.

Chelsea tornou-se mundialmente conhecida após ser condenada por ter divulgado documentos relacionados às guerras do Afeganistão e do Iraque no site Wikileaks. Mostrou muitos abusos. Foi considerada heroína e traidora. Teve a liberdade em 2017.

Em liberdade desde que o então presidente Barack Obama reduziu sua pena, ela se inscreveu em janeiro para concorrer à eleição e desde agosto é registrada eleitora de Norte Bethesda, em Maryland. O objetivo é lutar “contra uma onda crescente de repressão” e ocupar a cadeira do então senador Ben Cardin, democrata de 74 anos, que busca o terceiro mandato no Senado.

“A ascensão do autoritarismo está invadindo cada aspecto de nossas vidas, seja governamental, corporativa ou tecnologicamente”, declarou à Associated Press. Ela admitiu não se considerar de fato democrata, mas que quer provocar mudança naqueles que estão cedendo à administração do presidente dos EUA Donald Trump.

Dentre as suas propostas estão reestruturar o sistema judiciário, fornecer saúde pública universal, estabelecer o salário mínimo, fechar as prisões, libertar detentos, eliminar as fronteiras nacionais. Ela também busca abolir a Imigração e Alfândega dos EUA, que se trata de uma agência federal criada em 2003 que, para ela, planeja fazer uma limpeza étnica no país.

Ela afirma que tem experiência de sobra que a faria ser uma boa senadora e que tem uma visão maior do que os políticos convencionais. Já esteve em situação de rua em Chicago, trabalhou como analista de inteligência do exército norte-americano no Iraque e enfrentou o sistema carcerário, que a tratou com transfobia. Ela foi impedida de deixar os cabelos ficarem longos e a hormonioterapia só ocorreu ao final. Chelsea conta que passou períodos na solitária e tentou cometer suicídio duas vezes.

A candidatura tem sido discreta, com aparições pontuais e um site. Para alguns especialistas, bem como Daniel Schlozam, professor de ciência política da Universidade John Hopkins, trata-se de uma candidatura-protesto, mais que uma tentativa de levar as eleições. Tanto que Chelsea ressalta que não pretende concorrer como independente caso perca as primárias. 

Parabéns pela iniciativa e boa sorte!

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