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Maioria dos paulistanos apoia respeito ao nome social de pessoas trans e travestis, aponta pesquisa


Por Neto Lucon
Foto: Eduardo Viana


A 1ª Pesquisa da Diversidade realizada pela Rede Nossa São Paulo traçou um panorama extenso sobre a população LGBT aos olhos de quem mora na capital paulistana. Dentre elas, a rejeição ou apoio aos direitos que envolvem lésbicas, gays, bissexuais, travestis, mulheres transexuais e homens trans.

De acordo com o levantamento, a maioria dos paulistanos aprovam o respeito pelo nome social da população trans e travesti. Ou seja, que sejam respeitados pelo nome que escolheram e são reconhecidos socialmente, em detrimento daquele que receberam no registro de nascimento. Foram totalizados 53% daqueles que apoiam o respeito.

O nome social é garantido na cidade por meio do decreto nº 58228/2018. Ele dispõe sobre o uso do nome social e o reconhecimento da identidade de gênero de travestis, mulheres transexuais e homens trans no âmbito da Administração Pública Direta e Indireta. Na atualização realizada neste mês, foi realizada uma normativa para que o direito seja ampliado.

Dentre outros direitos, a maioria da população de São Paulo também é favorável à criação de leis de incentivo à inclusão dos LGBT no mercado de trabalho, sabendo que grande parte é discriminada pelo preconceito. São 54% de favorabilidade. Eles também apoiam a adoção de casais homoafetivos, com 51%.

As rejeições ocorrem no campo da afetividade: apenas 45% dos paulistanos são favoráveis ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, apesar de já ser um direito. E apenas 23% foram favoráveis a pessoas do mesmo sexo/gênero demonstrarem afeto, como beijo e abraço, na frente dos familiares, e 38% são contra.

A pesquisa cogitou a criação de banheiros unissex – apesar desta NÃO ser uma das bandeiras do movimento de travestis, mulheres transexuais e homens trans – e 52% rejeitou. Apenas 20% dos entrevistados foram favoráveis. Lembrando que o movimento organizado pede respeito a identidade de gênero e que pessoas trans possam usar o banheiro com o gênero com o qual se identificam.

PERFIL DOS ENTREVISTADOS

Ao todo, foram ouvidas 800 pessoas, sendo 46% do sexo masculino e 54% do sexo feminino. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos. 

O perfil daqueles que demonstraram ser mais favoráveis às questões LGBT foram compostos por mulheres, escolarizadas, da região oeste da cidade, de religiões diversas e com renda familiar de mais de 5 salários mínimos e com idade entre 25 e 34 anos.

Homens, menos escolarizados, da região leste da cidade, evangélicos ou protestantes, com renda familiar de menos de dois salários mínimos e com mais de 55 anos fazem parte do perfil de grupo mais contrário aos direitos da população LGBT.

NOTA DA PREFEITURA

Após a divulgação da pesquisa, o prefeito Bruno Covas enviou um comunicado dizendo que a Prefeitura de São Paulo investe em ações para combater a violência LGBTfóbica e garantir os direitos da população LGBTI. 

Uma das iniciativas, comandada pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos é o aperfeiçoamento e ampliação do programa Transcidadania, de formação educacional e profissional. Ele é oferecido em todos os Centros de Cidadania.

“Além disso, a Prefeitura ampliou o Centro de Cidadania LGBTI Luiz Carlos Ruas (na região central de São Paulo), promoveu o Mutirão do Nome Social, regulamentou o respeito ao nome social em órgãos públicos e lançou o edital para desenvolvimento de um aplicativo de defesa da cidadania LGBTI”, informa. 

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