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Aos 66 anos, ativista LGBT Peter Tatchell desafia leis russas, faz protesto e é preso


Por NLUCON

O ativista britânico Peter Tatchell realizou uma manifestação na quinta-feira (14) contra a LGBTfobia na Rússia, sede da Copa do Mundo de 2018. No Centro de Moscou, ele exibiu um cartaz denunciando a conivência do presidente Vladmir Putin com os ataques.

No cartaz exposto horas antes do início da Copa, o ativista de 66 anos denunciou em inglês: “Putin não age contra a tortura de homossexuais na Chechênia”.

Ele também tentava dialogar com as pessoas contra a Copa do Mundo no país, salientando que “não poderia haver relações esportivas normalmente dentro de um regime anormal como o de Putin”. Porém, algumas pessoas que presenciaram gritavam que “Putin era a escolha do povo”.

Logo ele foi abordado por três policias, que tentaram retirá-lo imediatamente do local. Ele chegou a trocar algumas palavras com os agentes. “Me manifesto em nome dos russos”, afirmou ele, destacando que há várias pessoas importantes na Rússia que são LGBT. Dentre eles, o compositor Piortr Tchaikovski.

Peter foi solto da delegacia de Tverskaya após pagar fiança, mas a polícia russa informou à agência Interfax que irá acusá-lo formalmente por quebrar a lei durante os eventos públicos. Nas redes sociais, ele declarou: “Obrigado por todo o apoio. Vamos relembrar a situação horrível dos LGBT na Rússia e na Chechênia”.

Esta é a terceria vez que Peter é detido por fazer manifestações em prol dos direitos LGBT. Uma delas ocorreu em 2007, quando ele foi agredido no rosto e detido durante a Marcha do Orgulho LGBT em Moscou, que teve um grande confronto entre ativistas, policiais e grupos contra a população LGBT. 

Vale dizer que na Rússia há uma lei que vigora desde 2013 que é conhecida como “anti-propaganda gay”, que proíbe manifestações homoafetivas em locais públicos. Os turistas podem ser detidos por 15 dias, deportados e pagarem multa. Desde que a lei foi imposta, os crimes de ódio contra pessoas LGBT dobraram nos cinco anos, informou o Centro Para Pesquisa Social Independente.

O relatório da LGBT Network informa que 366 casos de discriminação ocorreram entre 2016 e 2017, sendo que 104 foram ocorrências de violência física, assassinatos e estupros.

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