Realidade

Mulher trans Thalia Costa é assassinada no RS; jogador de futebol confessa crime

Por NLUCON

A vendedora Thalia Costa, que é uma mulher trans, foi brutalmente assassinada aos 32 anos nesta semana. Ela foi encontrada morta na manhã de quinta-feira (21) às margens do Rio Uruguai, em São Borja, município do Rio Grande do Sul. O principal suspeito, um jogador de futebol que se relacionava com ela, foi preso.

Trata-se de Douglas Gluszszak Rodrigues, de 22 anos, que atuava na Associação Esportiva São Borja, da segunda divisão do campeonato gaúcho. Ele confessou o assassinato e foi preso em flagrante por homicídio qualificado na Penitenciária Estadual de São Borja. Ele não tinha antecedentes criminais. 

O delegado Marcos Ramos Vianna informou que a vítima estava se relacionando afetivamente com Douglas há 15 dias. Porém ele não queria que o relacionamento viesse a público. Eles brigaram quando Thalia quis divulgar fotos do casal nas redes sociais e Douglas não permitiu. Foi então que ele teria combinado um encontro e assassinado a vítima com um objeto cortante. 

Os policiais localizaram o suspeito por meio de câmeras de segurança e pelo documento de identidade da vítima estar em frente ao prédio onde o jogador mora, além das manchas de sangue. Em depoimento, Marcos admitiu a briga e o crime contra Thalia, mas seu advogado Walter Prieb disse que ele só falaria em juízo.

No crime, cometido próximo a uma estação de captação de água, na periferia da cidade, Marcos chegou de mãos dadas com a vítima na noite de quarta-feira (21). A polícia acredita que ele tenha matado a vítima com objeto cortante durante aquela noite, apesar de o corpo com sinais de agressão na cabeça só ter sido encontrado no dia seguinte por moradores.


A irmã de Thalia, Mariane Costa Barboza, de 26 anos, declarou que Douglas demonstrava ser carinhoso e que ninguém imaginava que ele pudesse cometer um crime contra Thalia. “Tenho áudios enviado por ela para mim, em que ele falava que amava ela e que não queria ficar sem ela. Uma pessoa que diz que ama outra não faz essa monstruosidade”, declarou ao G1. 

Mariane afirma que Thalia era uma pessoa “muito carismática” e “querida por todos”. Ela queria, sobretudo, crescer na vida, ter um futuro bom para poder ajudar nossa mãe. ela conquistou a população da cidade”, disse. 

Thalia foi sepultada na manhã de sexta-feira (22), em São Borja. Os familiares lamentam a morte e cobram justiça. “Muita injustiça o que foi feito com ela, ela não merecia isso. Pedimos justiça, pois esse monstro destruiu nossa família”, afirma Mariane. 

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