Pop e Art Pride

Família Real terá seu primeiro casamento gay: “Nunca pensei ser possível”

O noivo Ivar e o amado, James

Por NLucon

Depois do badalado casamento de Príncipe Harry e da atriz Meghan Markle, outro casamento vai dar o que falar. A cerimônia será discreta, mas histórica: será o primeiro casamento gay da tradicional Família Real.

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Trata-se da união do lorde Ivar Mountbatten, que é primo da rainha Elizabeth II, com o diretor de serviços aéreos James Coyle. Ele afirmou que a cerimônia será pequena, “apenas” 120 convidados, em uma capela de Devon, no sudoeste da Inglaterra.

Segundo Mountbatten, que tem 55 anos, ele não se esperava mais se casar, mas que o relacionamento com Coyle o fez mudar completamente de ideia. “James não tem a vida estável que eu tenho. Quero poder dar isso a ele”, comentou ao Daily Mail.

Nos preparativos para a cerimônia, ele afirmou que nunca contou aos pais que é gay, pois onde nasceu todos os homossexuais eram tratados com preconceito. Tanto que Mountbatten chegou a se casar com uma mulher, teve filhas e só revelou que é gay em 2016, anos depois de ter se separado.

A ex-esposa se dá bem com o atual noivo, deve comparecer ao casamento e diz que idealizou a cerimônia juntamente com as filhas. “Isso me faz sentir muita emoção. Estou muito tocada”, declarou ela, que afirma se sensibilizar com o fato do ex-marido ter vivido tantos anos escondido sua sexualidade. Ela diz que isso era “atormentador” e que atualmente ele está mais “relaxado” e “gentil”. “Ele é uma pessoa completamente diferente. Nunca o vimos tão feliz”.

Ivar (de gravata azul) em foto com família real


.O casamento gay na Família Real é um marco histórico na Inglaterra, que até 1967 considerava crime manter relações homossexuais. Diversas pessoas foram condenadas, bem como Alan Turing Law, matemático que decifrou os códigos secretos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, e que foi condenado por indecência grave ao descobrirem seu relacionamento com um homem. Ele foi castrado quimicamente e cometeu suicídio em 1954. Em 2016, o governo extinguiu as condenações e concedeu perdão póstumo.

Diante de tantas mudanças, o lorde comentou: “Nunca pensei que isso iria acontecer. É brilhante: mas nunca pensei que iria me casar com um homem”.

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