Pop e Art Pride

Cantor sertanejo Solimões dá exemplo de amor e acolhimento ao filho gay Gabriel Felizardo


Por NLUCON

O cantor sertanejo Solimões, de 56 anos, demonstrou ao público nesta semana que é só acolhimento ao filho mais novo Gabriel Felizardo, de 20 anos, que é gay. Nas redes sociais, o artista que faz dupla com Rio Negro, vive mandando mensagens afetuosas ao filho e ao namorado dele.

Dentre as mensagens está: “Deus abençoe vocês”. Em outra, ele comenta uma foto em que o filho está com o rosto pintado: “Que isso, filho? Que coisa estranha. A cara está boa, mas a legenda está doida”. Ele não deixa de comentar nem as fotos do filho com o namorado, Well: “Deus abençoe vocês”.

Na verdade, as mensagens ocorrem há bastante tempo, mas foi só na terça-feira (03) que viralizaram. Gabriel também conta que a relação boa com o pai vai além das redes sociais. “A nossa relação é ótima fora do Instagram também, e melhorou ainda mais depois que me assumi. Parece que não escondo mais as coisas. A gente ficou mais próximo”, disse ao UOL.

Solimões foi a primeira pessoa da família que ele contou ser gay, aos 16 anos. “O meu pai sempre disse que qualquer problema, angústia que eu tivesse, era para conversar primeiro com ele. Então eu já sabia que poderia falar disso com ele”, afirmou. Em alguns segundos, Solimões ficou em silêncio para entender, mas logo eles ficaram conversando e ele disse: “Tá tudo bem, nossa relação não vai mudar. Você vai continuar sendo meu filho”. Gabriel chorou.

Em entrevista ao Universa, o cantor sertanejo disse: “Ser gay não é incômodo para ninguém, não muda nada. O importante é ter caráter e humildade. O homossexual é uma pessoa normal como qualquer outra. Para mim não tem nada de errado. Trato o Gabriel como o meu filho, independente dele ser gay ou não”.

 


O artista admite que saber da boca do filho que é gay tirou um peso das costas. “Não queria que ele se mudasse para São Paulo (a família mora em Franca, interior) sem contar algo que sempre soube. Não queria que tivesse uma barreira entre nós, que isso impedisse a gente de conversar abertamente. Quero viver em paz e não viveria se houvesse uma barreira entre meu filho e eu”.

Algo curioso que acontece é quando vai apresentar o namorado ao sogro. Gabriel afirma que não costuma contar antes para o crush. “O meu pai foi fazer uma apresentação e eu falei: ‘Quer ir comigo ao show? Fomos ao hotel onde ele estava e aconteceu o encontro. Ele estava muito nervoso e brincou: ‘Conhecer sogro já é difícil, agora conhecer o Solimões é mais difícil ainda”.

Gabriel sabe que vive num país altamente LGBTfóbico e que ser acolhido pelos pais é um privilégio. “Sei que o tratamento que recebo é diferente do que um gay da periferia recebe. Existem outros gays na minha família e eles não são tão bem aceitos como sou. E acho isso bem zoado, me incomoda porque não é justo”.

Pretendendo ser cineasta, ele contou que está produzindo documentários sobre diversidade com a intenção de dar voz para outras pessoas. “Quero que todos tenham visibilidade. Quero que os pais olhem seus filhos como pessoas”.

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