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Dany Coluty denuncia que guardas civis a tiraram algemada de banheiro feminino por transfobia, em Araruama

Uma mulher trans passou por momentos de humilhação e constrangimento na última semana ao ser retirada do banheiro feminino público por três guardas civis, em Araruama, Rio de Janeiro. Dani Coluty declara que chegou a ser agredida, algemada e levada para a delegacia.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, ela conta que estava na praça Antônio Raposo na última terça-feira (18) quando foi ao banheiro feminino – algo que sempre fez – ao lado da prima. Neste momento, uma guarda municipal entrou no espaço e, em tom “arrogante” e pediu para ela se retirar.

“Ela disse que o meu lugar era o banheiro masculino. Como me recusei, chegou um guarda com um tom agressivo, me xingando, tentando me agredir. Disse que ali não era o meu lugar, que se eu não saísse por bem iria sair na marra”, declarou.

Dany afirma que um dos guardas chegou a puxar o seu cabelo, fazendo-a perder “dois tufos de cabelo”. Neste momento, ela revidou a agressão e cuspiu no policial. Por esse motivo, foi levada para a 118ª DP (Araruama) por desacato.

“Me senti tão humilhada e agredida que revidei. A praça estava cheia, com crianças, idosos e pessoas de todo tipo. Alguns tentaram me defender. Se não tivesse ninguém, o guarda ia socar a minha cara. Me levaram para a delegacia como se fosse uma criminosa”, afirmou ela, que nasceu na cidade e já foi Rainha de Bateria de Araruama.

A secretaria de Segurança, Ordem Pública e Defesa Civil de Araruama informou que foi aberto um processo administrativo para apurar os fatos. Disse que “cabe esclarecer, que a Guarda Civil de Araruama preza pela igualdade de direitos, repudiando qualquer tipo de ato discriminatório”.

A defensora Livia Cásseres, que coordena o Núcleo de Defesa da Diversidade Sexual e Direitos Homoafetivos, declarou à Agencia Brasil que o episódio mostra despreparo dos agentes de segurança para lidar com questões da população LGBT.

“A gente vê com muita preocupação o uso de desacato para calar o cidadão quando ele tenta fazer uma crítica ao funcionário público, e que as filmagens de guardas têm gerado essa atuação desproporcional de calar, tomar o celular, impedir que o cidadão filme e denuncie uma conduta abusiva de um funcionário público”, declarou.

Por meio de nota, O Programa Rio Sem Homofobia, da Secretaria de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e idosos informou que colocou à disposição da vítima apoio jurídico e psicossocial.

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