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Após viralizar na web, mulher trans Adriana Cavalcanti ganha lar temporário e deixa situação de rua

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A história da mulher transexual Adriana Cavalcanti, de 29 anos, começa a ganhar outros rumos, desde que um vídeo em que opina sobre a Greve dos Caminhoneiros viralizou na web. Ela, que vivia em situação de rua há 17 anos, acaba de ganhar um lar temporário na cidade, informa a EPTV Campinas.

O pequeno cômodo foi oferecido por Joaquim Sales Santos, o Paiquim, dono de uma marmoraria na região. Ele já permitia que ela tomasse banho regularmente no local e guardasse alimentos na geladeira, mas após uma conversa com Orlailson Araújo, o amigo que gravou o vídeo, resolveu ceder o espaço.

“É provisório, não é pra sempre. Por enquanto vamos deixar para ela morar até achar um outro lugarzinho na região. É uma suíte pequena, mas tá bom. Não pega chuva, não pega frio”, declarou o comerciante de 60 anos à reportagem.

Adriana já levou para o novo espaço os livros, roupas, ração, os três cachorros e algumas doações. As primeiras noites de sono já demonstram a total diferença. “Não bate vento forte aqui dentro. Depois que eu deitei, taquei uma coberta e parecia que estava em braços divinos”, comemorou.

Ela afirma que a maior parte do tempo passa no novo lar e que, se antes agradecia por ter o céu de estrelas, hoje agradece por ter um teto. “Aqui dá para pensar, fazer um monte de coisas. Estou me acostumando perfeitamente. Está divino para mim”, declarou.

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O VÍDEO

Em maio deste ano, Adriana tornou-se conhecida depois que um vídeo em que ela falava sobre a Greve dos Caminhoneiros viralizou nas redes sociais. Ela defendia o direito de se mobilizar em uma democracia e ressaltava que, por viver em situação de rua e ver a greve de fora, via melhor.

Foram mais de 2 milhões de visualizações, além dos comentários, torcidas e mobilizações para que ela conseguisse sair da situação de rua. Uma vakinha que visa contribuir com Adriana também foi lançada. O financiamento coletivo (clique aqui), tem mais de 75% da meta de 15 mil reais concluída.

Nas entrevistas após a exposição, Adriana falou que chegou a passar por muitas violações e agressões. E frisou que encontrou nos livros a companhia que precisava para driblar a solidão.

“Eu já sofri de hipotermia quatro vezes. Já coloquei a mão na frente da boca e expirei ar gelado. Eu já perdi os sentidos, eu já morri. Para quem morreu e continuou por aqui, graças a esse trote de Deus, então eu passei a aproveitar a vida…”, afirmou. Que Adriana possa aproveitar com mais conforto, afeto, segurança, oportunidades, reconhecimento e dignidade.

Assista ao vídeo: 

 

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