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Artivista travesti Juhlia Santos é candidata a deputada estadual pelo PSOL/MG

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Juhlia Santos (Crédito: Lucas Ávila)

A artivista e atriz Juhlia Santos é candidata a deputada estadual pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) de Minas Gerais. Segundo ela, que integra as candidaturas trans destas eleições, trata-se do projeto mais desafiador de sua vida.

Juhlia é conhecida em Belo Horizonte pelas diversas performances artísticas, peças de teatro e pela atuação no artivismo (junção da arte e do ativismo) em prol dos direitos humanos, sobretudo envolvendo questões raciais, de gênero, identidade de gênero e orientação sexual.

Segundo ela, a ideia de se candidatar a deputada estadual parte da necessidade de pessoas trans, travestis e negras ocuparem todos os espaços, inclusive os de poder. Ela frisa que a representatividade trans na política é importante, principalmente para pensar corpos, vozes e vidas que raramente são escutadas.

“A candidatura não foi uma decisão só minha, mas coletiva, por estar ao lado de vários movimentos de Belo Horizonte e com o Muitas, Pela Cidade que Queremos. Entendemos que é muito importante que tenhamos um corpo trans e negro na disputa a deputada estadual, que esta luta seja corporificada. Eu aceitei porque percebi que neste espaço poderia viabilizar as lutas que eu já faço”, declara ao NLUCON.

Dentre as lutas, a candidata aponta para o direito à vida e pela dignidade da pessoa humana. Lembrando que o Brasil é apontado como o país que mais mata travestis e pessoas trans no mundo, que teve um acréscimo de 6% de crimes por feminicídio com 4.473 homicídios dolosos em 2017, sendo que as mortes de mulheres negras subiu em 14% na última década.

“O que nos iguala nas lutas sociais é essa falta da existência com dignidade humana. Mas sempre trarei o recorte que vai do racial ao gênero, nos tornando mais intersseccionais”, diz.

Ao ser questionada por qual motivo escolheu o PSOL, Juhlia explica: “Há muitos espaços e organizações em que nossos corpos só são usados para legitimar as causas, mas na Muitas, que é uma movimentação dentro do PSOL, eu entendi que teria voz e vez. E que de fato este corpo era reconhecido”, frisa.

Ela defende que todo o processo de campanha também será coletivo. “Eu não falo só por mim, eu vocalizo diversas pessoas. É mulheres no plural, negros no plural, pessoas trans e LGBT no todo. E entender que o movimento LGBT não pode ser mais G, branco e cisnormativo. Ele tem que ampliar e nos pensar também”, declara.

Assista duas entrevistas com Juhlia, antes da oficialização das candidaturas:

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