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Oi? Após apoiar “Jesus é travesti”, Johnny Hooker é substituído na Parada da Diversidade de Teresina

Cantor Johnny Hooker chamou Jesus de travesti

A décima sétima Parada da Diversidade de Teresina não terá mais a presença de Johnny Hooker como atração musical no dia 2 de setembro. Tudo porque o cantor disse no último mês que “Jesus é gay, é travesti…” em seu show no Festival de Inverno, em Garanhuns, e gerou a revolta e ameaça de inúmeros conservadores.

Na ocasião, Johnny apoiava a atriz Renata Carvalho, que foi censurada no festival por ser travesti e interpretar Jesus na peça “O Evangelho Segundo Jesus – Rainha do Céu”. A peça foi vetada da programação, após pressão de conservadores e sofreu ataques em apresentação particular. Agora, é Hooker que sofre com o cancelamento.

O Grupo Matizes, que é responsável pela Parada, informou que a substituição do cantor se deu devido às diversas ameaças que ele vem sofrendo de surra e morte para se apresentar. E que “os órgãos de segurança e tampouco o Matizes, dispõem de mecanismos para evitar que as ameaças de ‘dar uma surra’, ‘rebolar pedras’ e ‘queimar esse bicho vivo’, sejam concretizadas”, uma vez que o espaço é aberto.

No comunicado, não fica explícito se esta foi uma decisão em comum acordo com o cantor ou apenas do grupo. O grupo alega que entregou os prints das ameaças às autoridades e aguardam a apuração.

O Grupo diz ainda que a Parada é realizada desde 2002, sendo uma manifestação pacífica com o objetivo de reivindicar igualdade de direitos para a população LGBT, bem como dialogar com a sociedade piauiense sobre a importância do respeito. Diz ainda que “nesses 16 anos, não há registro de incidentes de violência, porque os que vão para a Parada tem o coração com ‘mania de amor”.

A Parada foi transferida para o dia 2 de setembro. Pabllo Vittar foi anunciada como a atração musical.


Ficam as perguntas: Para que serve uma Parada, senão para contrapor o discurso de ódio, mostrar resistência, afeto e lutar por direitos? Diante de um discurso de ódio, a melhor alternativa é simplesmente acatar o que o grupo de ódio quer e tirar a vítima (imagine isso dentro de uma escola, no trabalho, na vida cotidiana)? Onde ficam a resistência, o apoio e a união LGBT? Reconhecer que não há como evitar uma agressão a um (01) cantor ameaçado é o mesmo que reconhecer a ineficácia da segurança no evento? E se os conservadores começarem a ameaçar todo o público, como já fazem fora, a Parada deixa de existir? 

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