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Travestis e mulheres trans comandam programa de web rádio “É Babado, Kyrida”, em Londrina

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Linaê Mello e Mel Campus

Que tal um programa de rádio que aborda o universo trans e travesti, produzido por esta população? Pois em Londrina, Paraná, o Coletivo Elitytrans divulga quinzenalmente, a revista eletrônica “É Babado, Kyrida”, que conta com olhar, voz e protagonismo trans. Ele pode ser escutado na AlmA Londrina Rádio Web (clique aqui).

Dentre as locutoras estão Mel Campus e Linaê Mello, artistas conhecidas na cidade, que trazem informação, serviço, entrevista, depoimentos, comentários e até uma rádio novela. Sempre com muita leveza e bom humor, para diminuir os estigmas e mostrar a importância de se conviver com as diferenças.

Os destaques vão para os diversos quadros que percorrem a atração de cerca de 30 minutos, tais como “Minuto Trans”, “É bafo, Mona”, “Almanaca”  e “Nossa Língua Pajubá” – este último divulgando vários verbetes da língua de matriz africana que está na boca da comunidade LGBT há décadas. Vale conferir a entrevista com Alexandre Peixe dos Santos (programa 6), ativista homem trans, e Gabriela da Silva (4), travesti e professora.

A trilha sonora sempre fica por conta de artistas babadeiros, que fazem parte da diversidade sexual e de identidade de gênero, que é conhecido por apoiá-la e que tenha músicas cujas letras dialoguem com o tema discutido. Dentre os artistas que já foram homenageados no programa estão Cazuza, Elza Soares, Luana Hansen e Johnny Hooker.

Como cereja do bolo, há uma rádio novela divertidíssima estrelada pelas próprias apresentadoras. Trata-se da “Exagero da Pele”, em que Mel interpreta Veridiana Meires, uma socialite londrinense que comenta com a amiga Odete (Linaê) o esforço para se manter bela, recatada e do lar, só para atender os padrões do bofe. Odete, então, passa uma dieta e questiona: “por acaso o bofe sabe que ela é trans?”.

O programa é resultado da produção coletiva e comunitária do Coletivo Elity Trans em parceria com o Projeto de Extensão da Universidade Estadual de Londrina “Plataformas Digitais”. Segundo Regis Moreira, professor, pesquisador e representante do coletivo, o objetivo é revelar a diversidade de pontos de vista das pessoas trans sobre a realidade. É uma produção de novas narrativas ao discurso hegemônico, com dispositivo de produção de novos sentidos.

Dá o play!

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