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Rapper Natt Maat lança clipe e denuncia “Transfobia” brasileira

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A cantora Natt Maat acaba de lançar o mais novo clipe da música “Transfobia”, um rap autoral contra a violência que assola travestis, mulheres transexuais e homens trans no Brasil. É o terceiro clipe da rapper, que sempre vem marcado pelo ativismo social.

“O que me motivou a fazer a música e o clipe são os registros referentes a situação das mulheres trans e travestis no Brasil. É uma reflexão sobre essas vidas, expondo a atual conjuntura social, e também trazendo as pessoas cisgêneras ao debate, já que elas são as principais responsáveis por essa situação”, afirma ao NLUCON.

O clipe foi gravado nas noites do Guarujá, litoral de São Paulo e onde a artista nasceu e reside. “A noite e a rua estão muito presentes na vida da maioria das mulheres trans e travesti. A principal proposta era mostrar essa realidade da maioria. Era mostrar a prostituição, uma das principais fontes de renda da maioria, a rua, a noite, o frio, a violência, a ignorância sobre nossos corpos”.

Na letra, Natt aponta dados que traçam o perfil da população trans e travesti no país: o de que 90% está na prostituição (segundo estima a Antra) – muitas por falta de opção ou, como ela canta, apoio para “capacitação”. O de que o Brasil é o país que mais consome pornografia de pessoas trans (segundo o RedTube) ao mesmo tempo em que é o que mais mata a população trans no mundo (segundo os dados totais da Transgender Europe).

“É como se só tivéssemos relevância para ser hiperssexualizadas”, diz.

RAP PARA TRANSFORMAR

Com seis anos de carreira, Natt afirma que considera o rap a melhor ferramenta para poder denunciar a realidade que vivencia. “A arte do rap, que sempre foi algo que escutei muito, me fez despertar para essa criação. Ainda temos muita ignorância sobre a vida das mulheres trans e travestis e precisamos usar essas ferramentas e opções para tentar mudar essa realidade”.

Ela afirma que tem um público fiel que a acompanha na Baixada Santista e começa a ter oportunidade em outros espaços. Cantou recentemente no Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), em Pernambuco. “Tenho tido boas experiências artísticas e conhecido pessoas e artistas que vem me dando oportunidade de trabalho, não só para mostrar a minha arte, como para trazer esse discurso”.

Como nada é fácil na vida de uma artista trans, ela afirma que ainda há muitos desafios. “Ainda tenho que lidar com boicotes transfóbicos e falsas sororidades nesse meio artístico. Mas apesar das dificuldades, não paro e não pararei com o meu trabalho e nem com os processos de criação”, conta ela, que já prepara um CD novo com mais críticas, mais denúncias e algumas participações.

É aguardar…

Assista: 

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