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Ativistas fazem vigília contra assassinato de profissional do sexo trans Esra Ates em Istambul

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Dezenas de ativistas trans realizaram uma vigília no fim do último mês em manifesto contra um assassinato de cunho transfóbico que ocorreu Istambul, na Turquia. A vítima era Esra Ates, profissional do sexo, que foi atacada e morta em frente ao seu apartamento em Beyoglu.

Segundo a agência de notícias Evrensel, o assassino era um de seus clientes e o crime chegou a ser filmado por uma câmera de segurança. Ele se aproxima da vítima, corta a garganta dela com uma faca, rouba o dinheiro e telefone, fugindo logo em seguida.

O suspeito foi encontrado pela polícia e está sendo acusado pelo assassinato e roubo. Em depoimento, ele admitiu o crime e tentou justificar, dizendo que não sabia se Ates era homem ou mulher.

O assassinato chocou as ativistas trans da Turquia que denunciam a discriminação generalizada, uma vez que além dos números de assassinatos, elas também sofrem com o preconceito no mercado formal e no acesso a direitos básico, como a retificação do nome da documentação.

“Queremos justiça, seja enquanto estivermos viva e depois que estivermos mortas”, diz o comunicado.

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Esra Ates foi vítima de assassinato transfóbico em Istambul

Os organizadores da vigília, organizada pelo grupo Kaos GL, informou que todos sabem quem são os assassinos da população trans, pois partem de um mesmo perfil. “Sabemos que os autores de assassinatos trans nascem, se alimentam e são derivados de um sistema militarista dominado por homens, com fobia LGBT. Estamos lutando contra esse sistema”.

Cagla Akalin, vencedora de um concurso de beleza em Instambul, afirma que há sensação de insegurança no local. E diz que as pessoas que não marcharem contra a transfobia hoje, vão pedir apoio contra alguma violação em outro momento.

Vale dizer que poucos dias antes do assassinato de Ates, outro assassinato ocorreu em Bursa, no norte da Turquia. A vítima era Begum, mulher trans de 45 anos, que foi queimada até a morte. A ong informa que a maioria dos crimes de ódio cometidos na Turquia ocorre em espaços públicos, muitas vezes diante de testemunhas.

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