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“Como devemos tratar pessoas trans quando não conseguimos identificar o gênero?”; psicólogo Thomaz responde

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A pergunta da quarta coluna “Psicólogo Thomaz Responde” vem de uma pessoa cis, que trabalha em uma unidade pública (!!!) e que começa agora a se sensibilizar para o respeito e o direito das pessoas trans e travestis.

O psicólogo Thomaz Oliveira (CRP 06/145487) responde de maneira didática, dando dicas importantes e mostrando a melhor maneira de acolher. Afinal, uma das maiores reivindicações dessa população é em relação ao respeito ao tratamento.

O básico todo mundo sabe: respeitar o nome social (o nome em que a pessoa se reconhece e é reconhecida), independentemente daquele que está no RG. E tratar mulheres transexuais e travestis com artigos e prenomes femininos (ela, dela…) e homens trans e transmasculinos sempre no masculino. E há pessoas não-binárias, que podem optar tanto masculino ou feminino ou de maneira neutra.

Vale lembrar que quem quiser enviar perguntas ao psicólogo Thomaz basta enviar um e-mail para holtneto@gmail.com com o título “Dúvidas Thomaz Oliveira”. A cada coluna ele responderá um tema ou pergunta. Caso prefira que seu nome não seja divulgado, garantimos o anonimato.


Segue a pergunta e a resposta:

Pergunta:

Olá, Como devemos chamar as pessoas trans?!  Isso sinceramente é muito confuso! Trabalho em uma unidade pública e fico constrangida, pois às vezes a estética/ aparência não condiz com o sexo.

Resposta:

Meire, sua pergunta é bastante comum (e eu sinceramente fico feliz pela preocupação em tratar pessoas trans e travestis de maneira adequada) e eu vou tentar te passar umas dicas, ok? Vamos lá, quando você se deparar com uma pessoa que você não consegue identificar a melhor maneira de tratar você pode se atentar a algumas coisas.

A primeira delas é o nome da pessoa, muito provavelmente ela vai se identificar logo de cara. No seu caso em específico talvez você tenha que lidar com documentos de identificação ou até mesmo cartões do SUS então, caso tenha divergência entre os nomes, pergunte por qual nome você deve referir a pessoa (na maioria dos casos a pessoa logo dirá).

Existe a possibilidade de a pessoa ter um nome neutro, então só com o nome você não consegue perceber como tratar essa pessoa. Acontecendo isso, você pode se atentar a maneira como a pessoa se refere a si mesma, se no feminino, masculino ou de maneira neutra.

Você pode também perguntar como a pessoa gostaria de ser tratada, se no feminino ou masculino. Muitas pessoas acreditam que essa pergunta pode ser ofensiva, mas a partir do momento que você tem boas intenções e está demonstrando isso, a “ofensa” pode ser facilmente interpretada como cuidado, cuidado principalmente com a pessoa que você está atendendo, cuidado em criar um ambiente acolhedor nem que seja no ato de preencher uma ficha.

Cuidado e atenção, talvez essas sejam as palavras chave quando falamos de acolhimento/atendimento de pessoas trans e travestis. Espero ter ajudado.

Thomaz
Thomaz Oliveira responde as perguntas dos nossos leitores e leitoras

Outras perguntas:


Quem quiser participar, mande sua pergunta para holtneto@gmail.com com o título: “Dúvidas Thomaz Oliveira”. A cada coluna ele responderá um tema ou pergunta. Caso prefira que seu nome não seja exposto, garantimos o anonimato.


Contatos Thomaz:
Celular: (13) 99710-0882
thomaz.psicologia@gmail.com
fb/insta: @thomaz.psicologia

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