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Estudante de 15 anos desenvolve estudo sobre sexo, gênero e orientação sexual inspirado em “A Garota Dinamarquesa” no MS

garoto

Fabrício Pupo Antunes, estudante de 15 anos do 1º ano do ensino médio, vem chamando atenção (e inclusive ganhou menção honrosa) no meio acadêmico e de pesquisa brasileira pelo estudo que realizou inspirado no livro “A Garota Dinamarquesa”, de David Ebershoff, cuja protagonista é uma mulher transexual histórica, Lili Elbe (1882-1931).

O jovem é aluno especial do curso de Antropologia no mestrado da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS). E chegou a apresentar em uma feira científica em Campo Grande, e também na 70ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), da Universidade Federal de Alagoas, em Maceió.

Segundo o estudante, a ideia do trabalho surgiu depois que percebeu que os colegas tinham dificuldade de entender questões envolvendo a diferença de identidade de gênero (o gênero com o qual a pessoa se identifica, independentemente do genital de nascimento) e orientação sexual (o desejo afetivo/sexual que alguém sente ou não por uma ou mais pessoas de determinados gêneros ou não-gênero). E o preconceito que o meio escolar lida com o assunto.

A Garota Dinamarquesa conta a história real e com alguns elementos ficcionais de Lili, que se tornou mundialmente conhecida como uma das primeiras mulheres transexuais a realizar a cirurgia genital. Antes, ela chegou a se casar com uma mulher cis, com que desenvolveu uma relação de muita cumplicidade, e enfrentar toda a transfobia e desinformação da sociedade e da medicina dos anos 30. O livro inspirou o filme, mas a obra literária contextualiza e traz mais elementos e detalhes.

Durante o trabalho, Fabrício chegou a ter contato via e-mail com o autor do livro David Ebershoff e a apurar dados alarmantes de LGBTFobia, como o Brasil ser o país que mais mata pessoas trans no mundo em números totais (segundo dados da ong internacional Transgender Europe) e que o índice de preconceito contra pessoas LGBT na comunidade escolar, entre alunos, pais e professores, é de 37% (segundo a Unesco).

“O objetivo do trabalho é estudar e diferenciar. Com a conclusão do projeto, entendi que o livro ‘A Garota Dinamarquesa’ pode ser usado para estudo de gênero e orientação sexual. A dificuldade existe, os dados mostram isso, é difícil entender que existem essas diferenças. É enorme o preconceito na comunidade escolar, mas os alunos são abertos a essa discussão”, declarou o estudante ao G1.

Ele salienta que gostaria que o estudo chegasse às escolas por meio da literatura.

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