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“Sofri transfobia durante um atendimento, o que fazer?”; psicólogo Thomaz responde

psicologia

Sabendo que vivemos em uma sociedade extremamente transfóbica, fica nítido que não estamos imunes a atitudes transfóbicas nos atendimentos psicológicos. Infelizmente isso pode acontecer, e para além da preocupação (e tristeza) devemos pensar no que fazer em situações como essa.

Primeiramente, é importante lembrar que: esse “profissional” (sozinho) não representa a classe. Na realidade ele vai totalmente contra o que o próprio Conselho Federal de Psicologia prega. Existem bons profissionais por aí, que tem preparo e tato para o atendimento de pessoas trans e travestis. Por isso é sempre uma boa opção buscar nos espaços seguros, indicações de psicólogos. Muito provavelmente eles estarão por lá. Mas também existe a possibilidade de você não ter condições de pagar e/ou ter de fazer pelo seu plano de saúde e acabar caindo nas mãos de um profissional não preparado.

Busque uma rede de apoio, alguém para conversar sobre o que aconteceu e não se acanhe em procurar outro profissional. Talvez você não se sinta preparado para fazer isso logo de cara, mas quando estiver melhor, faça. Terapia (apesar de ser obrigatório pelo SUS) pode ser uma jornada muito interessante, que poderá te ajudar, não só, com questões que giram em torno da sua transição, assim como, outros pontos da sua vida. Afinal de contas ser trans é uma característica sua dentro de uma infinidade de outras.

Por fim, e mais importante, quando você der de cara com situações como essa, lembre-se: é cabível denúncia. Em janeiro deste ano o Conselho Federal de Psicologia lançou uma resolução (01/2018) para estabelecer as normas de atuação dos profissionais (leitura rápida e bacana para todos!) para a população de pessoas trans e travestis. Resumidamente, o profissional é proibido de: praticar, corroborar, omitir-se frente a transfobia e a patologização dessas identidades, entre outras atividades.

Para realizar a denuncia você deve buscar o Conselho Regional de Psicologia da sua cidade e/ou região. É importante ter o nome completo do profissional e, se possível o número de registro dele. Essas informações você consegue no cartão do profissional (obrigatoriamente elas devem estar lá)

E não se esqueça: saúde (mental, inclusive) é direito nosso. Por mais difícil que seja não nos deixemos abater por esses ditos profissionais que alimentam o cistema.

Thomaz
Thomaz Oliveira responde as perguntas dos nossos leitores e leitoras

Thomaz Oliveira, psicólogo (CRP 06/145487)
É formado pela Universidade Paulista e realiza atendimento clínico para adolescentes, adultos e idosos sob a ótica psicanalista. Também realiza palestras sobre diversidade sexual e de gênero, e é colunista do NLUCON, respondendo perguntas e dúvidas dos leitores e fortalecendo a relação entre a Psicologia clínica e a população trans e travestis. 

Contatos Thomaz:
Celular: (13) 99710-0882
thomaz.psicologia@gmail.com
fb/insta: @thomaz.psicologia


Quem tiver alguma dúvida e quiser a resposta do psicólogo Thomaz deve enviar a pergunta para o e-mail holtneto@gmail.com com o título Dúvidas Thomaz Oliveira. A cada coluna ele responderá um tema ou pergunta. Caso prefira que seu nome não seja exposto, garantimos o anonimato.

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