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Categorias para atrizes pornôs trans são canceladas da 5ª edição do Prêmio Sexy Hot

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Bruna Butterfly foi a vencedora em 2016

Apesar de o Brasil ser o país que mais procura conteúdo adulto com travestis e mulheres trans na internet (segundo o RedTube), a quinta edição do Prêmio Sexy Hot – considerado o Oscar do pornô brasileiro – deixará de ter as categorias voltadas para atrizes trans e travestis e atores gays no evento que ocorrerá no dia 4 de outubro.

Segundo a organização, não houve inscrições suficientes e, por esse motivo, houve o cancelamento das categorias “melhor atriz trans”, “melhor cena trans”, “melhor ator homo masculino” e “melhor cena homo masculino” – que prestigiaria quem trabalhava na profissão.

O cancelamento das categorias trans vem na contramão das edições passadas, que tinha o discurso de levantar a bandeira da diversidade. Em 2015, o Sexy Hot criou a categoria LGBT, trazendo todas as letras em uma só categoria. Como a votação favoreceu e premiou apenas os conteúdos de mulheres cis lésbicas, em 2016 foram criadas as categorias homossexual e trans, dividindo as premiações.

Apesar das inscrições não ocorrerem, isso não quer dizer que os filmes com travestis e mulheres trans não estejam sendo rodados. Atualmente muitos desses filmes são gravados no Brasil e são importados em países da Europa e Estados Unidos. Uma das problemáticas levantadas pelo conhecido diretor Panda ao UOL é que “a Sexy Hot não veicula conteúdo trans” em sua programação, de forma que “as produtoras abriram mão ou deixaram para lá a inscrição”.

As únicas categorias LGBT que permaneceram foram as voltadas para mulheres cis lésbicas: “melhor atriz homo feminina” e “melhor cena homo feminina” e “revelação do Ano – LGBT”. Nesta última, concorrem dois filmes de mulheres cis lésbicas – DreadHot, de 5 para 1 (Selo: XPlastic) e Pink Skull, de [Des]Conectados (selo: Spook Show) e um gay: Marcos Goiano, de “O barman caralhudo” (selo: Hot Boys).

Já venceram o prêmio Sexy Hot em edições passadas as atrizes Carol Penélope (melhor atriz transexual em 2017), Grazi Cinturinha e Victoria Carvalho (Melhor cena transexual), Bruna Butterfly (melhor atriz transexual de 2016) e Sheyla Wandergirlt (melhor cena transexual 2016). Na ocasião, Bruna declarou ao NLUCON que a premiação era o reconhecimento do trabalho, depois de tantos preconceitos enfrentados ao longo de sua trajetória.

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