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Como cuidar da saúde mental nessas eleições marcadas pelo ódio, fake news e retrocesso?

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Estamos vivendo tempos difíceis, não há como negar. As eleições presidenciais tem sido um desafio para a comunidade de pessoas trans e travestis (não somente para essa comunidade, né).

Notícias falsas (as famigeradas fake news), um avanço significativo de movimentos conservadores, agressões físicas, verbais e psicológicas tem se tornado algo cada vez mais frequentes.

A questão que fica é: como lidar com tudo isso sem ficar extremamente angustiado, ansioso e enfrentar uma série de sentimentos conflitantes? Juntos, podemos pensar em estratégias para um momento como esse.

Se permita ficar mal

Muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. Acompanhar as pesquisas, notícias sobre agressões envolvendo qualquer minoria social, debater sobre o atual cenário político entre outras coisas cansa, machuca. E aí entramos em uma vontade muito grande de lutar e mudar esse cenário. Contudo, reprimir esses sentimentos não nos leva muito longe também. A gente sabe a importância dos movimentos sociais, a importância da militância mas também não podemos negar a importância de se permitir sentir, de se permitir parar…

Busque quem te fortalece

Talvez eu esteja chovendo no molhado, mas sinceramente acho que nunca é demais. Sabe aquele primo que cresceu com você, sempre foi muito bacana apesar de, vez ou outra falar bobagem, te apoiou meio sem entender o que estava acontecendo e hoje defende candidato fascista? Então, ele não te fortalece. Talvez esse seja o momento de buscar coletivos, amigos (as) trans ou travestis da sua cidade para uma conversa, ou até mesmo de outras cidades ou estados que estão com o mesmo sentimento de angustia. Agora não é o momento para solidão (a não ser que você sinta essa necessidade) e sim de nos fortificarmos.

Se poupe

Com as fake news rodando por aí o que não falta são discussões pelas redes sociais. Algumas pessoas já estão decididas e não vão mudar o voto. O real objetivo delas é aterrorizar, diminuir e difamar quem discorda delas, é simples. Pela sua saúde mental, escolha suas batalhas, muitas vezes o debate não vale a pena e só nos desgasta. As pessoas não estão preocupadas (ou sequer sabem) que vivemos no país que mais mata pessoas trans no mundo, de forma extremamente cruel. E se não houver condições de batalhar, tudo bem também. É importante você estabelecer o seu limite.

Faça terapia

Falar de saúde mental e não falar de terapia é praticamente impossível. Por diversas vezes coloquei aqui a importância do acompanhamento terapêutico…Lembram no texto passado quando eu falei sobre o papel do psicólogo para a comunidade de pessoas trans e travestis? Acolher a pessoa na sua singularidade? Talvez esse seja um excelente momento para buscar um profissional que te proporcione isso…

Ah! E antes que eu esqueça… #EleNão #EleNunca #EleJamais

Thomaz

Thomaz Oliveira, psicólogo (CRP 06/145487)
É formado pela Universidade Paulista e realiza atendimento clínico para adolescentes, adultos e idosos sob a ótica psicanalista. Também realiza palestras sobre diversidade sexual e de gênero, e é colunista do NLUCON, respondendo perguntas e dúvidas dos leitores e fortalecendo a relação entre a Psicologia clínica e a população trans e travestis. 

Contatos Thomaz:
Celular: (13) 99710-0882
thomaz.psicologia@gmail.com
fb/insta: @thomaz.psicologia

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