Não existe “kit gay”! TSE determina exclusão de vídeos de Bolsonaro mentindo sobre material contra LGBTfobia nas escolas

fake bolsonaro

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por meio do ministro Carlos Horbach, determinou a remoção dos vídeos nas redes sociais em que o candidato à presidência do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL) critica o material do Escola Sem Homofobia, apelidado equivocadamente pelos opositores como “kit gay”, atribuindo ao também presidenciável Fernando Haddad (PT), quando foi Ministro da Educação.

Nos últimos anos, Bolsonaro teceu diversas críticas sobre o projeto na imprensa e inclusive mostrou o livro “Aparelho Sexual e Cia” na TV como se fizesse parte do kit. Porém, ao contrário do que sugeria o candidato, o programa não tinha previsão de ser distribuído aos alunos e tampouco visava ensinar alguém a ser LGBT. Ele era destinado aos educadores da escola e falava sobre o respeito as diferenças e o combate à LGBTfobia nas escolas.

Além disso, o livro mostrado por Bolsonaro em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, por exemplo, nunca esteve entre os materiais do programa ou foi distribuído pelo Ministério da Educação a escolas públicas. O próprio MEC desmentiu as declarações do presidenciável.

Diante das constantes acusações e fake news atribuídas, a defesa de Haddad pediu que o TSE averiguasse os vídeos do adversário e as frases espalhadas referente ao material, uma vez que “a veracidade está posta em xeque” e que causava “prejuízo no âmbito eleitoral e a honra pessoal”, ao difundir “informação inverídicas, difamatórias e injuriantes”.

Segundo o ministro, na decisão assinada na segunda-feira (15) os vídeos com as frases de Bolsonaro contra o material contra a LGBTfobia “gera desinformação no período eleitoral, com prejuízo ao debate político. “É igualmente notório o fato de que o projeto ‘Escola sem Homofobia’ não chegou a ser executado pelo Ministério da Educação, do que se conclui que não ensejou, de fato, a distribuição do material didático a ele relacionado”, escreveu Horbach. Seis vídeos foram removidos.

Vale dizer que o material contra a LGBTfobia nas escolas faz parte do projeto Escola sem Homofobia e do programa Brasil Sem Homofobia, do governo Federal em 2004. Foi elaborado por profissionais de educação, gestores e representantes da sociedade civil. Importante: ele não visava ensinar ninguém a ser LGBT, mas falava sobre preconceito, respeito e diversidade na escola. Além disso, era voltado para a formação de educadores e não tinha previsão de ser distribuído aos alunos. Devido às fake news e um debate raso, acabou sendo suspenso em 2011 pela então presidenta Dilma Rousseff.

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