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Travesti é assassinada a facadas em SP; testemunhas dizem que assassinos gritavam “Bolsonaro”

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Uma travesti foi brutalmente assassinada a facadas na madrugada de terça-feira (16) no Largo do Arouche, centro de São Paulo. Duas testemunhas, vizinhas ao local, declararam que foram pelo menos quatro agressores e que escutaram os gritos do candidato à Presidência, Jair Bolsonaro (PSL), durante o crime.

“Botei a cara na janela e vi a briga logo à frente. Foi uma gritaria demorada, com muitos xingamentos, e os agressores, não sei se um ou mais, gritava algo sobre o fato de a pessoa ser travesti e sobre Bolsonaro”, declarou a testemunha ao UOL. Ela está em condição de anonimato.

Outra vizinha, também sob anonimato, foi escutada pelo G1 e também declarou que também escutou as motivações transfóbicas e de cunho político. Ela diz que escutou os gritos de “Bolsonaro, ele sim”, durante a agressão.

O segurança que estava de plantão na noite declarou que a vítima tentou abrir a porta do estabelecimento, muito ferida, procurando ajuda. “A travesti encostou a mão na porta do hotel e logo caiu, então, chamei a polícia. Pelo que entendi, tinha sido esfaqueada várias vezes. Mas não consegui ver quem fez aquilo com ela”.

A vítima chegou a ser levada à Santa Casa, mas devido ao grande ferimento não resistiu à hemorragia e morreu a caminho do hospital. Até a tarde de terça-feira (16) ela não havia sido reconhecida.

O delegado Roberto Krasovic, do 3º Distrito Policlal, declarou que as investigações estão em andamento e que realizaram a perícia no local. ele escutou o segurança do hotel e pretende escutar a vizinha e os policiais militares que atenderam a ocorrência. “Se há uma pessoa que ouviu gritos com essa conotação, isso é uma informação de suma importância para as investigações”. Imagens de segurança devem ajudar nas investigações.

Vale dizer que no dia 06 de outubro, ou seja, um dia antes da votação do primeiro turno, a mulher transexual Jullyana Barbosa foi agredida em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. Ela diz que recebeu ofensas transfóbicas, agressão física e que os agressores diziam que Jair Bolsonaro deveria vencer para “tirar esses lixos da rua”. Segundo ela, o nome do candidato está sendo usado para agredir a população LGBT.

Em entrevista sobre os diversos ataques que estão sendo feitos em seu nome – inclusive com o assassinato do mestre Moa do Katendê por um eleitor de Bolsonaro que não aceitou o voto de Moa em Fernando Haddad (PT) – em Salvador, Bahia – o presidenciável afirmou que “lamenta”, mas que “não tem controle” sobre as pessoas que o apoiam.

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