Ato em SP pede justiça para Priscila e Laysa Fortuna, assassinadas pela transfobia e viés político

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O Coletivo Arouchianos promove neste domingo (21), às 18h, na praça do Largo do Arouche, em São Paulo, o ato “Priscila e Laysa Vivem”. Trata-se de uma manifestação que pede justiça em memória das mulheres trans / travestis Priscila* e Laysa Fortuna, que foram assassinadas a facadas nesta semana por motivação transfóbica e viés político, em São Paulo e Aracaju.

Nos dois casos, testemunhas alegam que os assassinos ameaçaram e usaram o nome do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), conhecido por lutar contra os direitos da população LGBT, antes e depois do ataque. Os casos se somam a outras diversas violações de eleitores do presidenciável, que já declarou não se responsabilizar.

Priscila teve várias perfurações no rosto, abdômen e braço direito, gritou por socorro no Largo do Arouche, buscou ajuda em um hotel, mas morreu ao ser encaminhada ao Hospital Santa Casa de Misericórdia. Já Laysa, que levou a facada no tórax, chegou a ser hospitalizada no Hospital de Urgência Sergipe, mas morreu no dia seguinte do crime, aos 25 anos, com parada cardíaca.

Grupos LGBT chegaram a se mobilizar para que Priscila não fosse enterrada como indigente, uma vez que estava sem documentação e nenhum familiar ou amigos reclamou o corpo no Instituto Médico Legal. Diversas pessoas se dirigiram ao IML para tentar identificá-la. O crime está sendo investigado pelo 3º Distrito Policial de São Paulo.

No caso de Laysa, a revolta se dá também pela natureza como o crime foi tipificado pelo delegado plantonista: lesão corporal de natureza leve. E pelo fato de o acusado ter sido detido por outras travestis amigas de Laysa, mas ter sido liberado pelo delegado da 4ª Delegacia Metropolitana no Conjunto Augusto Franco. Após denúncia, a delegacia se justificou dizendo que teria se baseado no laudo do hospital. Agora, o acusado teve ordem de prisão decretada.

No evento do Facebook, o grupo diz que a manifestação é em prol dos “corpos livres e vivos: hoje e sempre”. E utilizaram as hashtags “Fascismo Não” e “Fascismo Nunca”.

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