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Gêmeos e homens trans, Jack e Jace dizem: “Passar por transição juntos nos salvou”

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Os irmãos Jack e Jace Grafe chamaram atenção da imprensa internacional ao contarem suas histórias de vida na Georgia. Eles são gêmeos idênticos. Eles trabalham como agentes penitenciários. E eles são homens trans. Isto é, foram designados mulheres ao nascer, mas se identificam com o gênero masculino e são homens.

Com 23 anos, eles contam ao site da FOX5 que tiveram que percorrer um difícil caminho de autodescoberta até que se sentissem confortáveis com o próprio espelho. “Eu olho para mim no espelho agora e penso: ‘Uau. Finalmente sou eu, tipo, este sou eu. É quem eu deveria ser”, afirma Jace.

Mas nem sempre foi assim. Eles tinham um nome feminino, eram obrigados a se vestirem com roupas atribuídas ao guarda-roupa feminino e a vivenciar a identidade feminina socialmente. Porém, eu seu íntimo, eles sabiam que era homens. “É como estar na prisão, mas ela é o seu corpo”, diz Jack. “E quanto mais velho eu ficava, mais difícil era engolir. Eu pensava: ‘não posso fazer isso pelo resto da minha vida’”.

Apesar de viverem anos em uma identidade que não os deixavam confortáveis, eles guardavam seus anseios a sete chaves e não se abriam nem mesmo um para o outro. Vale dizer que até 14 anos eles nunca tinham escutado sequer a palavra “transgênero”. “O medo é o que me deixava longe de tudo isso. Foi ele que me manteve no armário”, declarou.

Até que aos 15 anos, eles resolveram se abrir e contar como se sentiam: homens trans! Foi um momento de ruptura, de verdadeira transformação e cuidado mútuo. “Eu sinto como se tivéssemos nos salvado de momentos muito sombrios e deprimentes”, afirma Jace. “Às vezes me pergunto se ele não estivesse aqui, se eu estaria sozinho, se eu teria pensamentos suicidas. Não estou dizendo que teria feito, mas é possível”.

Um estudo de 2018 da Emory School of Public Health Kaiser Permanent afirma que mais da metade dos adolescentes trans ou não-binários lutam contra a depressão e ansiedade. Ele também declara que adolescentes trans são mais propensos a se suicidar ou se mutilarem que seus pares. Tudo isso devido às pressões e preconceitos que sofrem por parte da sociedade.

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Durante o ensino médio, eles ainda continuaram com a identidade feminina. “Mas assim que saí de lá, cortei meu cabelo e mudei de roupa”, entrega Jace. Os hormônios com testosterona surgiram em suas vidas aos 21 anos – um tomou em uma semana o irmão na outra – e logo eles começaram a perceber mudanças na voz e na aparência.

Neste ano, eles recorreram ao Dr. Sheldon Lincenberg, da Georgia Plastic Surgery, para dar o passo mais importante da transição: a mamoplastia masculinizadora (ou mastectomia), que retira o volume e masculiniza o peitoral. A cirurgia ocorreu em agosto. “Sua identidade é definida dentro de si”, afirma o médico. “Eles não estão tentando mudar isso. Eles só querem que o mundo os veja como eles são”.

Outro passo importante foi que eles conseguiram retificar o prenome e sexo da documentação. “É real agora, é oficial”, afirma Jack, que carrega seu nome na carteira de motorista. Jace afirma que é  “o maior alívio que você pode sentir”. “Estou perfeito para mim. Estou muito animado para finalmente ir lá e ser exatamente o que eu tenho sonhado há muito tempo”, disse.

Que a história deles inspire muitas pessoas!

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