Beleza Pride Uncategorized

Modelos trans Fernanda Nahas e Lux Tenório estrelam editorial divulgado na Vogue

fernanda1
Fernanda Nahas e Lux Tenório vem arrasando na beleza, talento e representatividade trans no mundo da moda. Elas acabam de estrelar o editorial do fotógrafo Eduardo Lobo para a Isaro Brand, cujas fotos foram divulgadas no site da revista Vogue em uma matéria sobre a grife.

Segundo o texto, a marca tem como premissa coleções sustentáveis, atemporais, com minimalismo na pele (com peças versáteis que dispensam um guarda roupa cheio) e também com genderless – “roupas que não precisam de gênero, e sim, identidade”.

Para a coleção Les Invisibles, a grife buscou ressaltar um casting com modelos trans e travestis. Levantando de fato a bandeira, ela também doará parte das vendas das peças que estarão na exposição homônima, que vai do dia 2 de novembro ao dia 4 na galeria Na Fresta, em Pinheiros, São Paulo, para o Coletivo Trans Sol, que trabalha a inclusão de pessoas trans por meio da costura.

Sobre o editorial, Fernanda considerou o ensaio de “muito bom gosto, com peças lindas e fotos belíssimas”.

Lux faz parte da agência Squad Brazil e coleciona alguns trabalhos, como o desfile na Casa de Criadores neste ano para marcas como Fernando Cozendey e Cajá. Já Fernanda classifica o trabalho na grife como o primeiro “oficial”, ainda que já estivesse em outros ensaios. Elas já posaram, por exemplo, para a fotógrafa Camila Falcão no ensaio “Abaixa que é Tiro”, que enaltece e celebra de forma natural as belezas das travestis e mulheres trans brasileiras.

Confira as fotos:

Este slideshow necessita de JavaScript.

DESAFIOS NO MUNDO DA MODA

Apesar de modelos trans estarem cada vez mais solicitadas, a modelo afirma que o mundo da moda, bem como o mercado de trabalho no geral, ainda não está totalmente aberto para profissionais trans. Sobretudo porque ainda impõe um modelo de beleza cisgênero para pessoas com vivência trans.

“O mainstream da moda ainda reproduz e faz a manutenção de uma série de padrões de opressões como a normatividade cisgênera compulsória dos corpos. Então a pessoa trans que consegue se inserir de alguma forma nesse meio está de alguma forma enquadrada, ou sendo enquadrada, nesses recortes específicos. Ou seja, a transgeneridade em si ainda não se tornou, de fato, um referencial de beleza e estética para o mundo da moda”.

Ela afirma que, apesar das dificuldades e desafios, “estamos ascendendo, prosperando e começando a ocupar esses espaços para construir novas referências para nós”. “Que cada vez mais as pessoas trans tenham oportunidades concretas e seguras de ocupar todos os mercados de trabalho possíveis. Que esses pequenos passos que damos abram estradas infinitas para as novas gerações de pessoas trans e que eu resista viva para ver uma realidade diferente para todas nós”.

EM TEMPO: Além de modelo, Fernanda também se prepara para atuar como DJ. “Graças a iniciativa do Rafa Maia e do Werick Andrada, do Zig Clube, junto com o DJ Maurício Ricardo, estou fazendo um curso profissionalizante gratuito de discotecagem e mixagem junto a outras pessoas trans e/ou negras e me tornando a Ms. Pythya, mais uma DJ travesti para fortalecer a cena musical feita por (e para) as pessoas trans”. Que tiro!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.