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Três garotas trans de 11 anos se tornam melhores amigas para passarem por transição e desafios juntas

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Zuri Jones, Lilly Curran e Fiana McKillop (image: Adam Gray / Barcroft Images)

Imagine ter duas amigas de infância que também são mulheres trans e que podem compartilhar as transições ao seu lado? Pois é exatamente isso que ocorre com Lily, Fiana e Zuri, três melhores amigas de 11 anos, que estão mais unidas que nunca para enfrentarem e vivenciarem as experiências de serem mulheres trans, no Texas.

Elas foram designadas meninos ao nascerem, mas desde a mais tenra idade se identificaram com o gênero feminino, foram acompanhadas por médicos e foram acolhidas pelos pais enquanto meninas. Aos 11, elas se aproximaram para iniciar o tratamento com bloqueadores hormonais, que evitarão que seus corpos ganhem características secundárias masculinas, compartilharem experiências.

Lily mora na região de Austin, no Texas, e seus pais contam que desde os dois anos ela começou a pedir brinquedos e roupas atribuídas ao guarda-roupa feminino. “A primeira grande coisa que notamos foi quando ela queria se vestir de Cinderela para o Halloween”, declarou Julie Maerz ao Mirror. Outras experiências semelhantes vieram, até que, aos oito anos, Lily disse: “Eu sou Lily o tempo todo agora, me chamem de menina. Eu não vou mais ser o Jack”.

A família diz que passou a receber muitas respostas negativas, não somente de pessoas estranhas, mas também da família e amigos. “Elas ficam dizendo que você está prejudicando a sua filha, permitindo que ela seja o que é”, explica ela, ressaltando que, com o acompanhamento médico e a pesquisa sobre disforia de gênero, passou a entender que se tratava de uma questão intrínseca da filha, e não algo apenas da cabeça dela. “Não é algo que é inventado. Quando uma criança de oito anos diz que está no corpo errado, ela quer dizer isso”, declara.

Stacey Jefferson, a mãe de Fiana, de 10 anos, declara que achava que tinha um filho menino que apenas gostava de brincar com brinquedos das garotas. Até o dia que escutou: “Mamãe, eu preciso te dizer que acho que deveria ter nascido uma garota”. “Eu disse: ‘Por que você acha isso?’ E ela respondeu: ‘Bem, eu tenho um cérebro de menina e um coração de menina”. A mãe afirma que sabia que teria que criá-la de uma forma diferente.

Kimberly Jones, cuja filha é Zuri, de 11 anos, também disse que permitiu o acompanhamento médico e os bloqueadores uma vez que a filha está entrando na puberdade. “A primeira vez que a deixamos ir às compras com uma saia, ela ficou encantada. Ela estava dançando tão feliz, mas também estava nervosa com o que as pessoas pensariam ou diriam”, lembra. “Agora é como se ela tivesse se preenchido com a pessoa que ela realmente é”.

Apesar de serem apoiadas pelas famílias, as pré-adolescentes afirmam que enfrentam bullying fora de casa, sobretudo de outras crianças na escola. “Sofri muito bullying da primeira a terceira série. Eu estava muito triste indo à escola, porque sabia que seria provocada ou intimidada”, declara Lily.

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Zuri Jones, Fiana McKillop e Lilly Curran

Ao se conhecerem e se tornarem amigas, elas afirmam que é muito positivo conhecer pessoas que tiveram experiências semelhantes e que sabem o que é ser uma mulher trans. “Estou feliz por ter amigas que realmente entendem o que estou passando”, diz Fiana. “Nós imediatamente nos tornamos amigas, tipo, ‘essa pessoa entende o que eu estou passando, tipo, ‘Oh, meu Deus, ela é tão legal e gentil’ e eu queria ser sua amiga”.

Lily acrescentou: “Eu percebi que não sou a única pessoa que é transgênera. Existem pessoas que são como eu”.

Vale dizer que elas devem tomar bloqueadores até os 14 anos, quando passam a ser autorizadas a iniciar a reposição hormonal com hormônios femininos. Os hormônios darão as formas e caracteres secundários femininos, dando mais conforto pessoal com o corpo e a identidade de gênero. As cirurgias de redesignação genital, conhecidas como mudança de sexo, só podem ser realizadas depois dos 18 anos.

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4 comentários

  1. Sério que vc é tão doente e pervertido de achar que 3 meninos com transtorno mental tem qualquer tipo de maturidade para fazer transição hormonal e cirurgia para tentar ser do sexo oposto? Vc é um doente!

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    1. Amigao, doente é vc que questiona o posicionamento de pais q amam incondicionalmente so pq vc desconhece esse tipo de amor.
      Vc nao gosta, nao aceita, mas ainda assim vem aqui ler a porra da materia e deixar seu comentario desnecessario? Vai arrumar uns amigos, fazer um churrascao e falar de futebol. Deixa esse tipo de noricia maravilhosa pra quem aprecia. Bjos de luz no seu coracao.

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  2. Ótima matéria. Só pessoas desculturadas fazem comentários idiotas. Sou hétero, e entendo totalmente a situação q essas crianças passam. De toda sorte q a família apoiou.

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