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Modelo trans Bruno Ricardo revela como foi beijar Anitta em clipe: “Incrível e engraçado”

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O modelo trans Bruno Ricardo, de 23 anos, causou repercussão na última semana ao aparecer no mais novo clipe de Anitta, “Não Perco Meu Tempo”. Na obra, ele é uma das 28 pessoas que participaram e, pasmem!, trocaram beijos com a cantora.

“Participar do clipe e beijar Anitta foi algo incrível. Também foi engraçado, porque eu a via sempre de longe, na tela. Nunca imaginei que um dia eu iria beijar aquela boca (risos)”, afirma ele com exclusividade ao NLUCON.

Bruno conta que o convite surgiu de um amigo que avisou que a produção do clipe buscava perfis diferentes para a obra. Ele aceitou e logo soube que seria para beijar a cantora em cena. “Fiquei apavorado, sem acreditar. Não sabia se era beijo técnico ou de cinema”, diz.

No dia da gravação, a própria cantora foi conversar com todos os artistas, explicando como seria o beijo e a cena. Ela gravou com todos. “Foram 10 segundos de beijo. Antes de entrar para a cena, fiz um bochecho com Listerine (risos) e chupei um Halls preto. (risos). Achei que fosse ficar bem nervoso, mas tirei de letra”.

Desde que o clipe foi publicado, Bruno vem sendo abordado por fãs da cantora, amigos e novos admiradores. “Algumas pessoas me reconheceram, compartilharam em Stories no Insta. Tem muita gente vindo perguntar se sou eu mesmo e falando que eu sou sortudo”, se diverte. “Eu adorei o resultado e faria de novo”.

Ao ser questionado qual é o tipo de beijo que ele gosta na vida real, ele diz: “Beijo bom pra mim é aquele calmo, envolvente, com pegada na nuca e mordidinha nos lábios. Sorriso entre um beijo e outro”, contou.

O clipe tem mais de 9 milhões de visualizações.

Assista ao clipe:  

QUEM É O BOY?

Bruno é natural de Primavera do Leste, Mato Grosso, e está há quatro anos em São Paulo. Ele conta que passou por um longo processo de autodescoberta até viver e dizer ao mundo sua verdadeira identidade de gênero. Tudo porque, ainda que se identificasse com o gênero masculino desde a infância, ele não sabia da possibilidade de vivenciar o gênero diferente daquele designado no nascimento.

“Desde pequeno eu já era diferente. Aos 4 anos, eu pegava o rolo de papel higiênico para fazer xixi em pé. Colocava meia na cueca. Depois cresci e achei que era lésbica, mas não me identificava muito com elas”, lembra.

Ele recorda que sempre reparou muito em corpo de homens, a barba, o cabelo, a masculinidade, contudo o desejo era de ter aqueles atributos e formas. “Cresci perguntando o porquê eu tinha peitos depois que eles começaram a crescer. Mas não sabia nada do que poderia fazer por mim”.

A primeira referência transmasculina que teve na TV foi Tarso Brant, que no período não se reconhecia como homem trans e até divulgava e defendia o nome feminino. Mesmo assim eu tinha 19 anos e até então nunca tinha escutado a palavra ‘homem transexual’ e nem tinha conhecido um. Só fui conhecer quando vim para São Paulo, o Robis (Ramires), meu melhor amigo”.

Ele diz que a família sempre o apoiou. “Graças a Deus, sim, me respeitaram. Minha mãe faleceu quando eu tinha 19 anos. Mas minha avó, irmã, madrinha, todos me aceitam”.

Bruno iniciou a hormonioterapia e, dois anos depois, realizou a cirurgia que diminui volume e masculiniza o peitoral. Ele recorda que durante muito tempo se relacionava sem tirar o binder – faixa compressora que diminui o volume e se sentia desconfortável. “A cada dose que eu aplicava era uma alegria maior e eu me identificava cada vez mais. Mas tudo mudou mesmo quando eu fiz a cirurgia. A autoestima, meu ego, minha masculinidade, mudou 200%”, declara.

Hoje, ele demonstra estar feliz com o próprio corpo e a própria identidade. Tanto que publica diversas fotos nas redes sociais que evidenciam a beleza, a sensualidade e os resultados de sua transição – todas muito elogiadas pelos seguidores e seguidoras.

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OUTROS TRABALHOS

O clipe com Anitta não foi o primeiro trabalho artístico de Bruno. Ele já gravou um comercial para o aplicativo 99, realizou alguns ensaios fotográficos, além de passar por programas de TV para falar sobre questões trans, como o Casos de Família (SBT) e Superpop (RedeTV).

Bruno afirma que adoraria estrelar mais ensaios fotográficos e, bem como ocorre em outros países, posar para editoriais de underwear. “Eu adoraria trabalhar mais como modelo e também ser DJ eletrônico. São duas atividades que eu gosto muito. Quero fazer um curso para me aprofundar mais na área”, afirmou ele.

Ao falar sobre dificuldades no mercado de trabalho, o modelo diz que pessoalmente não sente barreiras por ser homem trans. Ao contrário, muitas oportunidades surgem por conta desta característica. “Para muita gente existe a dificuldade. Mas no meu caso eu acredito que até ajuda, pois para ser bem realista eu adoro dizer que sou trans. Adoro quando as pessoas ficam sabendo e fazem cara de espanto. Gosto de causar isso nas pessoas e de mostrar que tenho orgulho de ser quem sou”, finaliza.

Confira outras fotos do gato: 

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