Militante trans Raphaela Souza é assassinada a tiros aos 32 anos na BA

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Uma notícia de violência e morte chocou a comunidade LGBT nesta quinta-feira (15). A cabeleireira e militante Raphaela Souza,  coordenadora do Grupo Social Coletivo Finas de Travestis e Transexuais, foi assassinada a tiros na noite de quarta-feira (14) em Vitória da Conquista, na Bahia.

O crime ocorreu no Conjunto Habitacional Pau Brasil, no Bairro Miro Cairo, por volta das 23h. Moradores relatam que escutaram barulhos de disparos e logo depois encontraram o corpo de Raphaela em frente de sua casa. Ela estava com três tiros na cabeça, já sem vida.

Raphaela era conhecida pela sua influência e ações em prol da comunidade LGBT, sobretudo da população trans e travesti. Ela chegou a ser presidente do Finas de Travestis e Transexuais e a divulgar um vídeo denunciando o assassinato contra pessoas trans e a transfobia do Brasil para no dia 29 de janeiro, Dia da Visibilidade Trans.

Ela trabalhou na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social da Prefeitura, na gestão do ex-prefeito Guilherme Menezes. E, por ser cabeleireira, entre suas ações, dava aulas de cabeleireiro para mulheres de famílias sem recursos, dentro do programa Bolsa Família.

A Delegacia de Homicídios investiga o crime e até o momento não mencionou cogitar de transfobia. Ela trabalha na hipótese de latrocínio, uma vez que levaram o celular da vítima. Também investiga se tem alguma relação com sua passagem pela polícia, ligada ao tráfico de drogas, na qual foi liberada. Até o momento nenhum suspeito foi identificado ou preso.

A Coordenação Municipal de Políticas de Promoção da Cidadania e Direitos de LGBT, da estrutura da Semdes/Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, divulgou nota lamentando a morte de Raphaela. “Era uma das principais militantes das causas LGBT em Vitória da Conquista e, atualmente, coordenava o Grupo Social Coletivo Finas de Travestis e Transexuais. A coordenação informa que está acompanhando o caso e acredita no trabalho sério e competente da Polícia para esclarecer os crimes”.

Até o momento não foram divulgados o local, dia e horário sobre o velório e o enterro (atualizaremos assim que tivermos as informações).

Nós lamentamos o assassinato de Raphaela, reconhecemos o seu importante trabalho em prol dos direitos da população LGBT e deixamos nossos sinceros sentimentos aos familiares, amigos e parceiros de luta. Que os responsáveis sejam identificados e punidos.

Assista ao vídeo em que Raphaela denuncia a transfobia: 

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