Em velório, familiares, amigos e fãs homenageiam Apolo Pinheiro cantando música autoral

Apolo pinheiro
Uma das fotos que estavam expostas no velório (Crédito: Bianca Vasconcellos)

O velório e enterro do cantor Apolo Pinheiro (1989-2018) neste sábado (17), no Cemitério Parque Jaraguá, em São Paulo, foi marcado por muita emoção, lágrimas e lindas homenagens. Familiares, amigos e fãs compareceram ao espaço, fizeram suas despedidas e prestaram sentimentos à perda do artista que tinha 29 anos.

Diversas fotos de Apolo, tanto em shows quanto em ensaios, estavam espalhadas pelo local. Eram as favoritas dele, destacou uma amiga. O chão ficou repleto de flores, com predominância de girassóis, levadas pelos entes queridos. No caixão, Apolo estava acompanhado de um instrumento musical e a bandeira trans, nas cores azul, branco e rosa.

Apesar da tristeza que marcou a despedida, a irmã Marina Almeida destacou que Apolo viveu a vida intensamente, fez tudo o que quis e não fez o que não quis e que era um exemplo de homem.  “É um homem do caralho”, disse. A esposa Carol Nery destacou a linda história que eles tiveram e do imenso amor que ela sente pelo cantor. “Eu te amo para sempre”.

Durante o sepultamento, os presentes cantaram a música Por Enquanto – em referência ao trabalho de Apolo em tributo à Cássia Eller – e também a música Mundo Cão, escrita por Apolo. Carol destacou que um dos grandes sonhos do artista era também ser reconhecido pelas próprias músicas que escrevia e cantava. E assim aconteceu: todos cantaram, demonstraram reconhecimento ao trabalho autoral e finalizaram com muitos aplausos.

Antes da internação, Apolo havia comentado com o NLUCON sobre a música em questão. Ele disse que embora ela tivesse sido escrita há alguns anos, só gravou em 2017 por se tratar de algo muito pessoal. “Ela fala de três momentos: a descoberta, a ilusão e a libertação a realidade. Eu demorei muito para expor essa música porque ela era mega pessoal. Na frase: ‘Quase botei um fim’, foi tipo muito real, foi tenso, mas enfim, depois que passou eu gravei”, declarou ele na época.

Apolo estava internado desde o dia 2 de novembro devido a um vírus raro e não identificado no cérebro, no Hospital do Servidor Público Municipal, em São Paulo. Ele sofreu uma parada cardíaca no dia 9 de novembro e não resistiu ao ter complicações. Na sexta-feira (16) os aparelhos foram desligados.

Nas rede sociais, diversas pessoas fizeram homenagens e destacaram a importância de Apolo no cenário artístico e também na militância e visibilidade dos homens trans. Confira aqui os depoimentos.

Assista ao clipe abaixo:

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