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Luana Trans, de 26 anos, é agredida aos gritos de “É Bolsonaro” em Santarém

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Uma jovem trans de 26 anos foi agredida no dia 5 deste mês em Santarém, oeste do Paraná. Ela caminhava com uma amiga quando foi surpreendia e agredida por um homem que gritava o nome do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Ela perdeu vários dentes.

À imprensa, Luana Trans declarou que o homem estava no banco de trás de um veículo que passou por elas. O homem gritava o nome do presidente eleito, conhecido por se posicionar contra os direitos da população LGBT, e parou com o veículo pouco a frente delas.

“Quando chegamos perto ele desceu com uma arma na mão e foi logo me dando uma coronhada, gritando ‘’É Bolsonaro’. A pancada foi tão forte que fiquei zonza, mas senti que tinha quebrado meus dentes”, afirmou ela em entrevista ao G1.

O agressor ainda pediu para que ela desse tudo o que tinha de valor. “Nesse momento a minha amiga tentou correr. Ele foi atrás, segurou ela, mas não bateu. Foi aí que eu corri, acabei caindo, me ralei na perna e nos pés. Ele me puxou pelo cordão, me deu um soco, e foi embora sem levar nada”, continuou ela, que foi socorrida por uma senhora que passava pelo local.

Luana acredita que a violência foi motivada por conta da transfobia. “Acredito que não serei nem a primeira nem a última. Tenho certeza que foi homofobia. Ele não bateu na minha amiga, foi diretamente em mim, por preconceito. Estou me sentindo humilhada e revoltada com tudo isso”.

Ela registrou um boletim de ocorrência na UIPP do bairro Alvorada. Luana diz que não conseguiu anotar a placa do carro, mas sabe que se trata de um gol de cor preta.

Diversos outros relatos de violência e até morte foram registrados em diversos lugares do Brasil com menção a Jair Bolsonaro. No dia 6 de outubro a a travesti Julyanna Barbosa foi agredida no Rio de Janeiro por quatro homens que alegavam ser eleitores do presidenciável. Em Aracaju, Laysa Fortuna foi assassinada a facadas no dia 18 de outubro por um homem que dizia que “Bolsonaro iria matar as travestis”.

Vale destacar que diante de tais violências Bolsonaro diz que lamenta, não incentiva, mas que não tem controle.

2 comentários

  1. Tantas mulheres trans já foram agredidas e Lgbts, por pessoas que gritam o nome dele, e esse senhor não se ´pronuncia, não pede que parem. As mulheres trans estão absolutamente entregues a sua própria sorte.

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