Mãe alega que filho trans de 14 anos cometeu suicídio após sofrer transfobia em hospital

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A mãe de um adolescente trans que cometeu suicídio anunciou à imprensa nesta semana que irá processar um hospital em San Diego. Segunda ela, as enfermeiras do hospital trataram o filho no feminino e agravaram as crises e os traumas que ele passava. Dias depois, em maio de 2015, o garoto cometeu suicídio.

Katherine Prescott informa que o filho Kyler Prescott, de 14 anos, já havia tentado suicídio antes e que foi encaminhado ao Hospital Infantil Rady, em San Diego, para um período de 72 horas. Porém, no local onde ele deveria se recuperar, as enfermeiras insistiam em tratá-lo no feminino, desrespeitando seu nome social e a identidade de gênero.

Ele, que tinha depressão e ansiedade, ficou frenético por ser constantemente chamado no feminino e cometeu suicídio em maio de 2015. “Eles estavam tornando tudo pior. Eles estavam traumatizando meu filho”, declarou a mãe ao Washington Post.

Três anos após o acontecimento, Katherine veio a público expor o caso e entrou com uma ação civil contra o hospital no Tribunal Distrital dos EUA, no sul da Califórnia. Ela declara que a equipe média violou as leis federais e estaduais que protegem contra a discriminação. O objetivo não é culpar o hospital pela morte, mas garantir que isso não ocorra novamente com outra pessoa trans.

“Quando meu filho estava em desespero, confiei ao Hospital Infantil Rady a sua segurança e o seu bem-estar”, disse. “Os hospitais devem ser lugares seguros que ajudam as pessoas quando precisam. Em vez de se recuperar no hospital, Kyler piorou porque a equipe continuou a traumatizá-lo, tratando-o repetidamente como se fosse uma menina e ignorando seus sérios problemas de saúde”, lamentou.

O hospital emitiu um comunicado dizendo que “sua prioridade máxima e fornecer o mais alto nível absoluto de atendimento aos pacientes e famílias”. E declarou que embora não comenta assuntos jurídicos pendentes, todas as alegações de irregularidades, incluindo a discriminação, são investigadas e acompanhadas.

O garoto chegou a escrever um poema semanas antes que antecederam sua morte:

“Eu tenho procurado por ele há anos, mas pareço me afastar dele a cada dia que passa
Ele está preso dentro deste corpo, envolto em correntes colocadas pela sociedade que o impedem de escapar.
Mas um dia eu vou quebrar essas correntes. Um dia eu vou libertá-lo.
E finalmente irei me olhar no espelho. E me ver
O menino que eu sempre fui destinado a ser.”

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