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Céline Dion lança coleção de roupas infantis contra os estereótipos de gênero

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Quem disse que menino só tem que usar azul? Quem disse que a cor rosa é de menina? A cantora Céline Dion acaba de lançar uma coleção de roupas infantis que tem como objetivo combater os estereótipos de gênero e apresentar outras opções para os filhos.

Na CELINUNUNU, Céline apresenta mais de 70 estilos livres de estereótipos para crianças de 0 a 14 anos. A marca NUNUNU é especializada em designs unissex.

“A mensagem que estou tentando transmitir é que você cria seus filhos da maneira que deseja criar seus filhos. Você tem que decidir o que é certo para eles. Estamos apenas propondo outra maneira de tirar o estereótipo”, disse.

Segundo a cantora, “a parceria com Iris Adler e Tali Milchberg (fundadores da marca) para incentivar um diálogo de igualdade e possibilidade faz muito sentido”. “Eu sempre amei o NUNUNU e o que eles representam”, declarou a cantora.

A campanha é bem-humorada. Mostra Céline invadindo uma maternidade onde os bebês são tradicionalmente divididos por cores. Ela sobre alguma mágica em cima das crianças e as roupas de dormir rosa e azul são substituídas por preto e branco, em diversos modelos e formatos, não especificando o gênero. Ela é perseguida pelos seguranças e, ao dizer que é Céline Dion, a guarda ironiza: “E eu sou a Beyoncé”.

Céline diz que, mais que apenas uma campanha, ela afirma que tem pensado em questões de gênero na criação dos filhos gêmeos de 8 anos, Eddy e Nelson, e o filho de 17, René-Charles. Em entrevista ao programa Morning Express ela lembrou de uma viagem à Disney: “Eu pensei que eles estavam indo para ver os super-heróis, mas eles estavam olhando princesas. E todos queriam ser a Minnie Mouse. Eu acabo dizendo para mim mesma: ‘Você sabe que está tudo bem’. ‘Mas como você sabe que está tudo bem?’. Porque eles estão falando, estão se encontrando”.

Vale destacar que cores, roupas e brinquedos não são atribuições naturais de gênero ou sexo e que tais definições impostas com estereótipos podem limitar, inibir e podar o desenvolvimento e a identificação da criança. Cores e roupas também não servem de parâmetro para pautar o futuro, criar expectativas, incentivar, indicar ou não caminhos. Sendo assim, gostar dessa ou daquela cor ou roupa não significa necessariamente que a criança futuramente será hétero, gay, bi, lésbica, cis ou trans. Mas independentemente do que for, o acolhimento, amor e carinho devem sempre prevalecer.

Assista a campanha:

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