Cabeleireira travesti Flavinha Oliveira é assassinada a facadas em Fortaleza; namorado confessa crime

flavia

A cabeleireira Flávia de Oliveira, de 36 anos, foi encontrada morta a facadas dentro de sua casa, que também funcionava como salão de beleza, no último domingo (18), em Fortaleza. O namorado dela, que mantinha relacionamento há seis meses, admitiu o crime.

Flávinha – como era conhecida – havia sido vista pela última vez na quinta-feira (15), enquanto trabalhava. No domingo (18), vizinhos chamaram a polícia após sentir mau cheiro forte saindo da residência da vítima e perceberem que ela não havia aberto o salão desde então.

O corpo estava em alto estado de decomposição, mas foi possível observar lesões provocadas por facadas.

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso e prendeu na segunda-feira (19) Francisco das Chagas, namorado da vítima de 29 anos, que estava escondido na casa de um amigo no mesmo bairro onde o crime ocorreu. Ele admitiu ter assassinado Flavinha.

O delegado Breno Fontenele declarou que Francisco demonstrou “extrema frieza” ao falar sobre o crime. Ele teria assassinado Flavinha com 11 facadas, alegando ciúmes por parte da companheira. Ela teria descoberto traições de Francisco por meio de conversas no WhatsApp e foi tirar satisfações. Ele estava desempregado, morava na casa da vítima, era sustentado por ela e, segundo relatos, vivia em constantes brigas.

Logo depois do assassinato, Francisco fez compras com o cartão de crédito da vítima e saiu para beber com os amigos. “Isso demonstra ser um indivíduo totalmente sem compaixão. Ele morava com a vítima e, apesar de matar a vítima, parece que foi comemorar o assassinato. Permaneceu o final de semana todo bebendo, inclusive com o dinheiro da vítima”, afirmou.

O crime causou repercussão no bairro, uma vez que Flavinha era muito querida por vizinhos. Uma das vizinhas, que preferiu não se identificar, declarou ao jornal Tribuna do Ceará não entender tamanha violência. “Não tenho palavras para responder. Ela vai fazer muita falta. A Flavinha era querida. Todo mundo se dava bem com ela. E também não sei o motivo”, declarou.

O delegado afirma que o assassinato não será tipificado como transfobia – preconceito a pessoas trans. Porém, informa que o crime terá sua pena agravada por feminicídio, uma vez que a vítima era do gênero feminino – fato que a faz estar dentro dos parâmetros da Lei Maria da Penha – e o crime ocorreu por meio de violência doméstica.

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