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Pesquisa aponta que 83,7% dos eleitores de Bolsonaro acreditam no falso “kit gay”

fake bolsonaro

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) declarou diversas vezes em campanha que Fernando Haddad (PT) havia distribuído um “kit gay” para crianças em escolas quando era ministro da Educação, levando a população a acreditar que haveria um plano de sexualizar ou transformar crianças em LGBT. A fake news viralizou e, mesmo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proibindo Bolsonaro de divulgar tal acusação falsa, a maioria dos eleitores continua achando que é verdade.

É o que aponta a Pesquisa IDEIA Big Data/Avazz, que foi divulgada no dia 1º de novembro. Segundo ela, 85,2% dos eleitores de Bolsonaro viram a história por meio das entrevistas, canais de informação e das redes sociais e 83,7% acreditaram no boato levantado pelo presidente eleito. Os eleitores de Haddad que viram a história correspondem a 61%, sendo que apenas 10% acreditou.

Durante a campanha e após as eleições, Bolsonaro falou sobre o “kit gay” em diversos lugares  e chegou a levar o livro Aparelho Sexual e Cia ao Jornal Nacional, da TV Globo, salientando que o material incentivava a sexualidade precoce. Porém, diferente do que ele disse, o programa Escola Sem Preconceito (que não chegou a ser implementado) visava discutir a diversidade e a LGBTfobia nas escolas em um material voltado para professores, e não para alunos. O próprio Ministério da Educação (MEC) declarou que não produziu, não adquiriu ou distribuiu a obra mencionada por Bolsonaro.

Segundo a pesquisa, 98,21% dos eleitores de Bolsonaro entrevistados foram expostos a uma ou mais mensagens com conteúdo falso. A maioria dos eleitores se informa por meio da TV (52%), sites e portais (51%), Facebook (29%), Youtube (22%), WhatsApp (15%) e veículo impresso (12%). Dentre elas está a fake news de que haveria fraude nas urnas eletrônicas (74% dos eleitores acharam que a informação era verdadeira), a de que Haddad defendia a prática do incesto e da pedofilia (74,6% acharam que era verdadeira) e a de que o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) seria o ministro da Educação em um governo petista. Todas essas mensagens eram falsas.

Ainda que 80% dos entrevistados acham que as plataformas devem enviar correções de notícias falsas após a verificação de fact-checker independentes, 40% dos eleitores afirmam que não há nenhuma preocupação a respeito da difusão de notícias falsas. Do número, 29% dos entrevistados dizem que estão muito preocupados e 31% preocupados.

O fundador e CEO da Avaaz, Ricken Patel declara que o Facebook e o WhatsApp precisam tomar medidas para impedir que eleições sejam fraudadas com notícias falsas. “No mínimo, o WhatsApp deveria ter como padrão uma ‘proteção contra a desinformação’, dando aos usuários a opção de protegerem suas democracias e a si mesmos das fake news. Outras eleições se aproximam, como nos EUA, Índia e Europa; Zuckerberg tem semanas, e não meses, para tomar uma atitude”, afirmou ao Congresso em Foco.

Histórias que Haddad implementou um “kit gay”

  • Estimativa do eleitorado exposto à história: 73,9%
  • Porcentagem de eleitores do Bolsonaro entrevistados que viram a história: 85,2%
  • Percentagem de eleitores do Bolsonaro entrevistados que acreditam na história: 83,7%
  • Porcentagem de eleitores do Haddad entrevistados que viram a história: 61%
  • Porcentagem de eleitores do Haddad entrevistados que acreditam na história: 10,5%

Histórias sobre fraude nas urnas

  • Estimativa do eleitorado exposto à história: 86%
  • Porcentagem de eleitores do Bolsonaro entrevistados que viram a história: 93,1%
  • Porcentagem de eleitores do Bolsonaro entrevistados que acreditam na história: 74%
  • Porcentagem de  eleitores de Haddad entrevistados que acreditam na história: 22,6%

Histórias que Haddad defende pedofilia e inescto em um livro?

  • Estimativa do eleitorado exposto à história: 44%
  • Porcentagem de eleitores do Bolsonaro entrevistados que viram a história: 44%
  • Porcentagem de eleitores do Bolsonaro entrevistados que acreditam na história: 74,6%
  • Porcentagem de eleitores de Haddad entrevistados que acreditam na história: 9,8%

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