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Ativista trans Charlie Craggs revela 1º vez com homem cis hétero após transição: “Não se importam com o prazer da mulher”

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A escritora e ativista trans Charlie Craggs falou em sua coluna “My First Time” (Minha primeira Vez), da Broadly, como está sendo sua vida sexual desde que passou a ser lida enquanto mulher. Segundo ela, está sendo perceptível que o prazer das mulheres não é um interesse muito grande dos homens cis heterossexuais.

O primeiro encontro ocorreu com um homem que a viu nas reportagens durante a campanha Nail Transphobia e com quem estava trocando mensagens. “Ele entrou em contato e quis minhas fotos e outras coisas. Depois de um tempo, sugeriu nos encontrarmos. Nós saíamos algumas vezes antes de fazer sexo – eu sou cristã, então não durmo com pessoas no primeiro encontro”, disse.

Segundo ela, a noite de sexo “não foi boa”. “Não foi uma experiência legal. Não há muito o que dizer, exceto: homens são trash. Nós estávamos próximos de sua casa e eu não estava planejando que isso fosse uma grande coisa. Até porque eu já tinha feito sexo antes e não me considerava virgem. Eu só queria fazer sexo, sabe? Mas foi divertido para ele, não para mim”, disse.

Charlie revela que sentiu como se ele não considerasse seu corpo e os seus sentimentos. “Nós fizemos sexo e ele chegou ao ápice e estava saindo. Eu disse: ‘Oh, terminamos? Eu ainda não terminei’. Foi constrangedor. Percebi que não era uma questão de não ter percebido, mas que ele simplesmente não se importava. Isso deixou um gosto muito ruim na minha boca. Percebi o que minhas amigas me disseram a vida toda: ‘Vocês só nos usam como brinquedo, só se preocupam com eles mesmos’. Eu nunca mais o vi depois disso”.

Ao comparar com experiências anteriores, Charlie diz que sentiu uma total diferença para pior. Ela disse que anteriormente dormia com homens gays – ainda que não se identificasse enquanto gay, pois sempre soube que era uma mulher – e que o contato era diferente. “Parecia mais igual: vocês dois terminam da mesma maneira. Os gays têm mais empatia e boas maneiras – eles querem fazer você gozar também”.

MENOS FETICHIZAÇÃO, MAIS CONVERSA

Para quem duvida de tais relacionamentos, a ativista garante que todos ficariam chocados com a enorme quantidade de homens heterossexuais querem sexo com garotas trans. “Somos desejáveis. A pornografia trans é a categoria que mais cresce. Muitos chegam e dizem ‘sempre quis experimentar’, o que eu acho muito nojento. Poderia fazer sexo com metade dos homens da escola se eu quisesse. A maioria é hétero, eles não querem nos levar para a casa da mamãe, mas querem nos levar para casa e nos foder uma vez”.

No texto, ela também fala sobre um grupo de homens heterossexuais que se intitulam “caçadores” – no Brasil são os famosos T-Lovers. “Eles querem fazer sexo com todas as garotas trans que puderem encontrar. Ele apenas passam por todas nós, eles fetichizam as mulheres trans e são loucos por paus. Não é bom ser caçador. Não é saudável para a gente e nem é um elogio. Quero encontrar um cara que goste de mim por quem eu sou, não porque eu sou trans ou apesar do fato de que eu sou trans. Apenas alguém que diz: ‘Ah, você é trans? Ok, legal”.

Ela diz ainda que muitos homens heterossexuais que já dormiram com garotas trans ainda acreditam em certos mitos. “Por exemplo, de que meninas trans não chegam ao orgasmo por causa dos hormônios. Talvez algumas não possam, mas eu posso. Outros caras com quem dormi não me tocam durante o sexo e quando eu pergunto, eles ficam, tipo, ‘Oh, eu pensei que você não iria querer ser tocada, a última garota trans que eu dormi não gostava’.

Ao comentar o comportamento das mulheres, Charlie diz que elas precisam ser menos educadas e que devem instigar as conversas e falar sobre o que gostam. “Os homens estão bem em não ter essas conversas, porque eles estão ganhando independentemente. Imagine se nós estivéssemos fazendo sexo com um homem, não o fizemos gozar, mas nós gozamos, deixamos seu esperma em cima de ele e fossemos embora? Ele nem sequer pensaria duas vezes em nos tratar dessa maneira de novo”.

O seu conselho para as garotas trans que estão prestes a dormir com homens heterossexuais cisgêneros é: “Iniciar conversar sobre sexo antes de dormir com eles, porque isso é do seu interesse. Comunicar. Precisamos dizer o que queremos e não sermos educadas sobre isso. Meninas trans precisam chegar ao orgasmo também. Entenda o seu valor, seu corpo, suas necessidades e desejos. Você é tão digna quanto o homem com quem está dormindo”.

Você pode ler o texto na íntegra, em inglês, clicando aqui.

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