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Parada do Orgulho Trans ocorre no Paquistão; ativistas reivindicam cumprimento da lei de proteção

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Ainda que a transfobia seja muito forte, o Paquistão conta com um dos ativismos trans mais resistentes nos últimos anos. Tanto que tiveram no dia 29 de dezembro a primeira Parada do Orgulho Trans do país, que ocorreu nas ruas de Labora, capital da província de Panjabe.

A Parada foi para celebrar um ano de uma conquista histórica: a implementação do Transgender Persons (Protecton of Rights) Act (Ato de Proteção dos Direitos das Pessoas Trans). E a reivindicação de que a lei seja de fato implementada, o que ainda não ocorre.

Em 2018, as identidades trans foram reconhecidas legalmente no país, permitindo que a população trans pudesse se auto-identificar nas documentações oficiais como sendo dos gêneros feminino, masculino ou não binário. Ela também passou a proibir a discriminação em locais públicos, como escolas, hospitais e .

Outra conquista foi a aprovação de que a população trans pudesse concorrer a cargos políticos. Treze participaram da disputa eleitoral. No ano, também se comemorou a contratação da jornalista Marvia Malik, uma mulher trans, para ser âncora de um telejornal. “Nunca rejeite seus filhos, mesmos que sejam transgêneros. Ame-os, eduque-os e apoie-os. Se você aceitá-los, a sociedade também os aceitará, e eles contribuirão para o progresso do país”, declarou.

A ativista Neeli Rana, que esteve na primeira Parada, disse: “Somos gratas ao governo por aprovar a lei. Esta é a primeira vez na história do Paquistão que pessoas trans recebem seus direitos. É nosso direito protestar e sair às ruas. Agora, é responsabilidade do governo implementar essa lei, porque elas foram aprovadas, mas nunca implementadas na prática”.

O grupo reivindica que, apesar da legislação apoiar a população trans, elas ainda enfrentam extrema hostilidade da sociedade paquistanesa. Em agosto, uma mulher trans foi torturada e morta a tiros em Peshawar em agosto. Em setembro, outra foi queimada viva em Sahiwal. O Paquistão chega a figurar na lista de países que mais matam a população trans em todo o mundo, segundo os dados da ong internacional Transgender Europe.

Diferente da transgeneridade, a homossexualidade no Paquistão continua sendo ilegal. Segundo a lei, as pessoas que fazem sexo gay podem ser presas por até 10 anos. Os gays também não têm proteção legal contra a discriminação.

Confira algumas fotos: 

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