Travesti e doutora, Amara Moira relança livro com novo título “E se eu fosse puRa”

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Amara Moira e o livro “E Se eu fosse PuRa”

“E Se eu Fosse PuRa”. Este é o novo nome do livro da Amara Moira, travesti e doutora em letras pela Unicamp, que foi republicado e relançando recentemente pela editora hoo. A obra narra trechos da história da autora, os processos e reflexões de se entender travesti e externalizar sua verdadeira identidade, bem como os detalhes e reflexões enquanto trabalhadora sexual.

O novo livro diferencia-se do primeiro, que lançado em 2016, apenas pelo nome – anteriormente era “E Se eu Fosse Puta”, com 4 mil exemplares vendidos – algumas palavras modificadas no recheio e dois poemas “sem-vergonha” a mais, segundo a própria autora.

Nas redes sociais, Amara explicou que trocou Puta por PuRa “para brincar com o conservadorismo e com qualquer ameaça de censura”, uma vez que “a palavra ‘puta’ “incomodava horrores”.

“Pois bem, então agora ela (puta) continuará na capa, mas com érrão maiúsculo em cima do têzinho, para que o título oficial, o que consta nos sistemas, seja agora ‘E se eu fosse puRa’! Versão mais comportada para poder frequentar em paz a casa da família brasileira”, escreveu.

Para quem se interessou, o livro conta com texto envolvente em primeira pessoa da professora, doutora e putafeminista. E traz sem clichês os relatos de “uma travesti que se descobre escritora ao tentar ser puta e puta ao bancar a escritora”. É um apanhado de histórias que ela já fazia em um blog homônimo e que falava sobre autodescobertas, preconceitos, gênero e sexo. O prefácio é de Indianare Siqueira e o posfácio de Monique Prada, autora de Putafeminista.

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Primeira e segunda capas: novo nome para brincar com o conservadorismo e censura

“Comecei por safadeza mesmo, assumo, carência brutal, vontade que me desejassem, pegassem, pagassem por mim, mas rapidinho eu vi que não era assim bom como eu sonhava e aí escrever sobre, poder escrever sobre, começou a ser razão de eu continuar. Hoje já nem sei mais se me prostituo pra escrever ou se escrevo pra me prostituir, essa é a verdade”, diz um dos trechos.

Outra novidade é que a editora trouxe o livro na versão audiobook – livro narrado pela própria autora! – que pode tanto ser adquirido por quem não gosta de ler ou por pessoas com deficiência visual. “O pessoal que faz narração não tava entendendo metade das palavras, aí na outra metade ficaram em choque, então preferiram passar a bucha pra mim… E adorei a oportunidade, tou até pensando em fazer carreira! Haha”. Compre aqui.

Atualmente, Amara segue fazendo a divulgação do livro. Já fez relançamento em São Paulo, Rio de Janeiro, João Pessoa (…) e nesta segunda-feira (28), às 17h, estará realizando palestra em Cuiabá na Universidade Federal de Mato Grosso (no Auditório M, 2°andar, do Instituto de Linguagens). O livro estará sendo vendido a R$ 40.

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