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Donald Trump consegue vetar que pessoas trans entrem para as Forças Armadas

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A proibição de ter pessoas trans nas Forças Armadas nos Estados Unidos entrou em vigor nesta sexta-feira (12). Donald Trump é o responsável por fazer o pedido e defender o veto. Ele derruba a política adotada pelo antecessor Barack Obama, que visava acolher profissionais que são transgêneros.

Desde janeiro de 2019, a Suprema Cortou orientou as Forças Armadas a não contratarem outros soldados que fossem pessoas transgêneras até o fim da ação. O Pentágono disse que as restrições não são uma proibição geral, ainda que impeça que a maioria das pessoas trans sirvam as forças armadas.

Segundo as novas regras, não poderão se alistar ao exército quem estiver passando pelo processo de transição de gênero, tiver um diagnóstico de “disforia de gênero” ou estiver passando pelo tratamento hormonal. As pessoas alistadas que são trans ou que solicitaram cirurgias antes de sexta-feira (12) poderão permanecer no Exército.

Aaron Belkin, diretor do Palm Center, instituto de pesquisa sobre minorias nas Forças Armadas, a medida de Trump e as novas regras equivalem a proibir as pessoas trans no Exército, uma vez que elas passam pela transição de gênero e fazem uso da hormonioterapia e muitas passam por cirurgias. “Quando (o Departamento de Defesa) desqualifica todos os solicitantes com antecedentes de disforia de gênero e todos os solicitantes que tiverem recebido tratamento de disforia de gênero, isso é uma proibição”.

Tudo começou em 2017, quando Trump alegou por meio de vários tweets que a contratação de pessoas trans representava “um grande risco para a eficácia e a potência letal dos militares”. Ele também argumentou que os custos das cirurgias de pessoas trans, que seriam bancadas pelo Exército, seriam altas.

Vale dizer que todas as justificativas para barrar pessoas trans se baseiam em opiniões pessoais, muitas vezes vistas como meramente transfóbicas e que não apresentaram qualquer fundamento teórico ou prático. A Associação Médica Americana (AMA) se pronunciou dizendo que as cirurgias para pessoas trans não seriam caras para o Exército, tendo um acréscimo entre 0,01% e 0,13% do orçamento.

Diversas pessoas saíram às ruas dizendo que a decisão foi altamente preconceituosa e que desrespeitava os direitos humanos das pessoas trans. Artistas como Sia, Rita Ora e Tatiana Maslany fizeram manifestações nas redes sociais dizendo que “direitos trans são direitos humanos”. Até mesmo a ex-esportista Caitlyn Jenner – mulher transexual que fez campanha para Trump – declarou que ele vem sendo um péssimo presidente para a população LGBT.

Estima-se que há entre 1.320 e 15.000 pessoas trans nas Forças Armadas norte-americanas de um total de 1,5 milhão de soldados.

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