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Eucir de Souza se emociona ao falar sobre “Hoje eu Quero Voltar Sozinho”: “Pais de garotos gays me agradecem”

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Eucir de Souza e Ghilherme Lobo em Hoje eu Quero Voltar Sozinho

Eucir de Souza, 48, se emocionou ao lembrar sobre o personagem Carlos no inesquecível filme “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, de Daniel Ribeiro. Em entrevista exclusiva ao NLUCON, ele declarou que o filme trouxe muitas experiências positivas desde a estreia, em 2014.

O longa conta a história de Leonardo (Ghilherme Lobo), um adolescente cego que sonha com o primeiro beijo e que se vê apaixonado por um garoto da escola, Gabriel (Fabio Audi). Eucir é o pai de Leo e o contato é marcado pelo respeito, cumplicidade e afeto.

“Esse filme me trouxe muitas coisas boas e eu gostei muito de fazer. Foi uma construção que, junto com o diretor, consegui fazer um pai do jeito que eu imaginava. Coisas que não estavam no texto entraram em ação, em carinho e afeto. Foi maravilhoso”, declarou.

Pelo papel, o ator afirma que recebeu muitos comentários e depoimentos, vindo inclusive de outros países. “Recebi depoimentos dos Estados Unidos, México e aqui do Brasil. Pais de meninos gays me agradecem, dizem que o personagem ajudou a entender os filhos e a entender de outra forma (a homossexualidade). Eu fico até emocionado. Fiquei muito feliz”, declarou.

Eucir
Eucir de Souza: “Artistas reencontraram seu lugar”.

Atualmente, Eucir está em cartaz nos cinemas no filme “Horácio”, de Mathias Mangin. Na trama, ele faz uma participação especial como Kaleb, personagem que cobra uma dívida e desenrola toda a trama. “É uma pequena participação, mas é uma figura chave. Kaleb é um cara interessante e a gente conseguiu trazer nas poucas cenas muitos elementos com o Faraó (Ricardo Bittencourt) e a bandidagem toda”.

Ele também chegou a comentar sobre o momento artístico e político atual, com o desmonte e desvalorização da cultura. Para ele, os artistas se reencontraram. “Eu fico dividido. Está muito difícil e realmente tem que haver resistência. Mas ao mesmo tempo eu acho que a resistência é a própria essência da arte. Sinto que a gente encontrou o nosso lugar de novo, porque o artista é marginal mesmo”, finalizou.

Assista ao bate-papo abaixo:

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