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Família da Laura Vermont se manifesta por justiça e condenação dos assassinos, em Fórum de SP

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Família de Laura Vermont reivindicam Justiça

A família de Laura Vermont esteve nesta terça-feira (07) no Fórum Barra Funda, em São Paulo. Eles pediam Justiça e reivindicavam a condenação dos cinco acusados de assassinar a jovem, que tinha apenas 18 anos, no dia 20 de junho de 2015. O caso reascendeu o debate sobre a transfobia – preconceito com pessoas trans e travestis – no Brasil.

Laura foi brutalmente agredida e assassinada quando voltava para sua casa, na avenida Nordestina, Vila Nova Curuçá, em São Paulo. O IML apontou que a causa da morte foi traumatismo craniano, causado por agente contundente.

Câmeras de segurança mostram a violência sofrida e os acusados: Van Basten Bizarrias de Deus, Iago Bizarrias de Deus, Jefferson Rodrigues Paulo, Bruno Rodrigues de Oliveira, Wilson de Jesus. Eles chegaram a admitir a agressão e ter a prisão preventiva decretada, mas passaram a responder por homicídio doloso – ou seja, quando há intenção de matar – em liberdade.

O caso também evidencia a má conduta policial, que ao socorrer Laura acabou dando um tiro nela e forjando uma testemunha no Boletim de Ocorrência.

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Laura tinha 18 anos e era acolhida pela família; foi brutalmente agredida e assassinada

Uma audiência ocorreu em 27 de março de 2017 e foi remarcada para o dia 7. Na data, Zilda Vermont declarou ao NLUCON não entender o que falta para a condenação dos acusados, uma vez que já há provas suficientes e a confissão de que eles são os autores. “Eles já confessaram o que fizeram, tem vídeo, tem tudo, por que eles não estão presos? Nós estamos aqui por justiça”.

Nesta nova manifestação, amigos e ativistas se mobilizaram nas redes sociais. Imagens com “Julgamento por Justiça” e “Somos Todos Laura Vermont” circularam nos perfis do Facebook para divulgar o ato. No Fórum, familiares estiveram presentes e carregaram faixas: “Queremos justiça” e “Chega de transfobia”, com várias fotos de Laura com os pais.

Os cinco acusados seriam julgados por um juri popular composto por 7 pessoas. Pela primeira vez as provas seriam analisadas e a defesa e acusação seriam escutadas. Após as falas, os jurados dariam a veredito e o juiz fixaria as penas. Porém, mais uma vez a audiência foi cancelada porque duas testemunhas faltaram.

Com quatro anos desde o assassinato, a família de Laura vive com a dor da saudade e a angústia de ver todos os envolvidos soltos. Os pais, que sempre apoiaram a filha, chegaram a sair do bairro onde moravam e a mãe diz que ainda hoje vive a base de remédios. A irmã Rejane Laurentino de Araújo, 37 anos, informa ao NLUCON que a audiência foi remarcada para o dia 16 de setembro.

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Cartazes em frente ao Fórum da Barra Funda

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