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Campanha traz homens trans, gordos, com vitiligo para pedir corpos plurais na publicidade

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Basta observar as propagandas exibidas na TV e revistas para observar a valorização de um tipo de corpo, beleza e perfil. Geralmente são pessoas magras, malhadas e dentro de outros padrões. Isso afeta a saúde mental e física de muitas mulheres e também de muitos homens, que não fazem constituem o perfil que se considera ideal.

É para ter quebrar os estereótipos e valorizar outros corpos e possibilidades que a organização Manual, voltada para o bem-estar e saúde mental dos homens, fez uma campanha em que questiona a representação na publicidade. Mais que isso: mostra como seria investir em corpos plurais.

Na campanha Men of Manual, aparecem homens gordos, trans, com vitiligo, síndrome de down, dentre outros corpos que não costumamos ver na propaganda, mas que são possíveis, belos e reais. A organização orienta que o mercado publicitário substitua imagens padronizadas e muitas vezes irreais de corpos masculinos por representações comuns, já que os padrões só prejudicam a saúde mental.

George Pallis, co-fundador da Manual, informa que os anúncios geralmente trazem homens como magros ou fortes, o que é na verdade um reflexo falso da sociedade. “Esperamos melhorar o bem-estar mental e físico dos homens em todos os lugares”, diz.

O modelo e ativista trans Kenny Ethan, de 25 anos, é um dos homens que aparecem na campanha. Anteriormente, ele fez parte da propaganda de creme de barbear da Harrys. Junto com sua foto, ele fala sobre que a masculinidade é um espectro e que pode ser usada de maneira mais ampla. “O sexo não existe apenas em um lugar, cada pessoa é diferente. Então, como alguém pode classificar o que significa masculinidade para todo homem? É impossível”.

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Kenny Ethan: “é impossível classificar masculinidade para todos”

Juntamente com as fotos, cada modelo fala um pouco sobre sua vida e traz mensagens motivadoras. O artista Bashir Aziz, homem cis de 24 anos que tem vitiligo, afirma que durante muito tempo viveu duvidando de si mesmo. Tudo mudou quando decidiu viver o título da música de Drake, You Only Live Once. “Eu levei isso comigo e percebi que só preciso fazer aquilo que me faz feliz e não perder tempo duvidando de mim mesmo. Nós não somos gatos, só vivemos uma vida. Naquela época, minha saúde mental não era boa, mas meu corpo era fantástico, eu nunca soube disso”, declara.

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Bashir Aziz: “Só vivemos uma vida”

James diz que o relacionamento com seu corpo nunca foi harmônico, mas que ao falar sobre isso nas redes sociais passou a se entender mais. “Sempre penso sobre o quanto eu odiava meu corpo e para chegar onde estou agora, tem sido uma jornada real. Ainda não estou 100% e tenho medo até hoje, mas acho que as coisas como essas fotos me tiram da zona de conforto”.

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